
Neurose de Domingo
Neurose de Domingo é um podcast que olha para a vida a partir da psicanálise. A apresentadora Sílvia Baptista reflete sobre angústias, relações, desejos e conflitos humanos com base em conceitos psicanalíticos. Cada episódio procura tornar a psicanálise acessível, relacionando-a com situações reais do dia a dia. O programa convida a uma escuta mais profunda das neuroses e das questões que atravessam a experiência cotidiana.
Episódios

Lindsey Clancy: quando uma mãe deixa de ser reconhecível
Em Janeiro de 2023, Lindsey Clancy matou os três filhos e tentou suicidar-se. Desde então, o seu caso tem sido contado de muitas maneiras: como crime, como tragédia familiar, como história de doença mental e como um dos casos mais perturbadores ligados ao período pós-parto.Neste episódio de Neurose de Domingo, não procuro decidir quem é Lindsey Clancy. Interessa-me outra pergunta: o que acontece q

As minhas questões com o dinheiro
Até parecia mal eu estar aqui a perorar sobre dinheiro e não falar um pouco das razões que me fizeram trazer este tema. Também seu sou assolada, em parte, pelas representações menos benignas que o dinheiro traz. Ora, escutem.

Dinheiro em casal: o tabu dos tabus.
A matéria-prima que enforma as nossas relações amorosas assente em duas premissas primordiais: a experiência que temos com os nossos pais; e a experiência que temos de os ver em relação um com o outro.
Partindo deste princípio, de que modo o arranjo financeiro que organizamos em casal é algo nosso ou. uma herança que trazemos de casa? E de que modo o dinheiro se mantém um tabu relacional?
É ouvir

Autosabotagem financeira: quando não nos permitimos ser autónomos.
O que tem a autonomia a ver com a sabotagem financeira? De que modo perpetuamos a infância com escolhas que nos afectam negativamente? Quais as emoções mais preponderantes que estão na base de alguns comportamentos de autosabotagem?

Como as experiências passadas influenciam a nossa relação com o dinheiro?
O dinheiro não tem apenas um valor pecuniário. Além de ser um objeto de troca, ele está coberto de simbolismo e o modo como lidamos com ele está enraizado na nossa infância. Que representação interna temos do dinheiro? Como lidamos com ele? Ouçam e depois digam coisas.

Final de Temporada
Chegámos ao final da primeira temporada deste podcast. Fui muito feliz a gravar estes 10 episódios sobre a maternidade e espero ter contribuído para que se possa pensar a maternidade não apenas de um ponto de vista funcional, mas sobretudo a partir do vínculo e da ligação mãe-filho. Até breve.

Joana Zagury: "As crianças são muitas vezes munição dos pais."
Joana Zagury é advogada de família e dos direitos das crianças e lida quotidianamente com os cenários psiquicamente debilitantes que um divórcio ou uma separação podem gerar, a começar pela alienação parental. Quando um casal não consegue ultrapassar a mágoa ou ressentimento de uma relação terminada, entram em campo os filhos, um campo de batalha que, não raras vezes, acaba nos tribunais, com maio

Inês Neves Rosa: "Ser madrasta é uma outra forma de maternar."
Por que razão as madrastas têm tão má fama no nosso entendimento e léxico comum? A psicanálise tem uma explicação (que está no episódio...) mas, esta semana, falei com a responsável do Somos Madrastas Portugal, uma página que tem como objetivo ressignificar a palavra madrasta e apoiar as mulheres que, mais frágeis, procuram quem, como a Inês, conheça as dificuldades desta outra forma de cuidado.

Joana Espírito Santo: "A sociedade retira aos pais a disponibilidade que naturalmente teriam para os seus filhos."
A psicóloga, psicoterapeuta e psicanalista Joana Espírito Santo dá-nos conta de aspectos importantíssimos da relação da mãe com os seu bebé, mas também com a criança e adolescente que será. A navegar entre o limite e a liberdade, ser mãe e pai é desafiante, complexo e um tema no qual vale a pena pensar. E sentir...

Maternidade: o instinto materno existe?
Será que existe um instinto materno? É uma imposição ou uma escolha? Como podemos pensar e ressignificar a maternidade a partir de outras premissas? Elisabeth Badinter (e eu assino por baixo) diz que o instinto não existe, que a maternidade é uma construção. Será? Ouçam e digam de vossa justiça.

Inês Carmo Figueiredo: "É muito importante que as pessoas não normalizem os seus sintomas."
A Inês é psiquiatra e minha amiga. Confio nela e vejo-lhe uma competência e um colo raros, tanto para amigos como para pacientes. Comprar-lhe-ia todos os carros usados, porque quando ela fala tem a aquela certeza própria de quem não tem certezas, de quem sabe que os absolutos não existem, e, também por isso, a noção de que a medicina é mais do que ciência. Neste episódio falamos de Depressão Pós-P

Ana Ros: "Não é uma coisa óptima gostar tanto de alguém."
Poucos temas são tão idealizados quanto a maternidade. Talvez por isso seja difícil aceitar e assumir que ter filhos também pode ser qualquer coisa que transtorna e traz perturbação. Neste mundo fantasiado, onde tudo parece ter apenas uma cor, Ana conversa connosco sobre a dureza e a angústia de ser mãe e partilha ainda como a perda precoce do seu pai impacta clara e fortemente nesta dimensão da s

Mãe Morta: quando o vazio materno cria o vazio filial
O Complexo da Mãe Morta é um conceito criado pelo psicanalista André Green para designar a depressão vazia que, segundo ele, se instala quando o vínculo mãe (cuidadora) e filhos assenta nessa incapacidade de a primeira poder servir de amparo, vivendo uma vida funcional mas uma quase morte psíquica. O que acontece quando não conseguimos fazer um luto de uma mãe que existiu mas que nunca foi nossa?

Narcisismo materno: quando um charuto é só um charuto.
O conceito de narcisismo é como a pasta medicinal Couto, anda na boca de toda a gente (entendedores entenderão). Mas será que toda a falta materna é narcísica? Qual a diferença entre a patologia e o desamparo? E os filhos, idealizando os pais, não serão também eles narcisistas? E o que é ser narcisista? Vamos conversar.

Inês Castel-Branco: "Ninguém nos disse da maternidade que os primeiros dois anos são de solidão profunda."
A atriz Inês Castel-Branco sempre quis ter uma família grande mas algumas perdas gestacionais cortaram o ímpeto ao desejo. Depois de uma gestação que não deixa boas memórias, e da fragilidade da relação com o pai do seu filho, nasceu o Simão, hoje um adolescente. Como gerir esta dificuldade em ter mais filhos? Em que tipo de mãe e mulher se tornou Inês? Como é viver sozinha com o filho, quase desd











