
Geração 60
Geração 60 é um podcast apresentado por Conceição Lino que conversa com pessoas nascidas numa época em que o único ecrã era a televisão a preto e branco. Estas gerações nasceram na ditadura, cresceram na democracia e viveram a conquista de liberdades e direitos. Assistiram a mudanças sociais mais justas, a grandes inovações e ao início da transformação tecnológica. Perante os desafios do mundo atual, partilham o que têm a dizer os que acreditaram no progresso. O podcast chega em 2025, depois de Geração 70, Geração 80 e Geração 90, e tem o apoio da KPMG.
Episódios

Especial ao vivo com Álvaro Covões: “Não gosto de trabalhar com ‘yes men’, não gosto de pessoa que dizem que sim a tudo”
Figura incontornável do mundo da cultura, Álvaro Covões dispensa apresentações. Responsável pelo festival NOS Alive, não poupa críticas à gestão cultural que é feita no nosso país: “Eu acredito na bondade dos política, mas a cultura política em Portugal não tem mudado nos últimos a

“GTA”, com Diogo Piçarra e João ‘Retro Raider’ Mateus. Oiça aqui a estreia do Geração Gamer
Imagina um mundo onde a liberdade é quase total e o caos é uma opção. Bem-vindo ao universo de Grand Theft Auto, uma das maiores e mais influentes franquias da história dos videojogos. Desde a estreia, em 1997, o GTA revolucionou a forma de jogar ao criar cidades abertas, inspiradas na realidade, onde a sátira, a crítica social e a liberdade do joga

Os videojogos são memórias, histórias e cultura. Quais os jogos que nos unem? Oiça aqui o trailer de “Geração Gamer”, o novo podcast da SIC Notícias
Quais são os jogos que jogamos? A partir de 4 de julho, os videojogos chegam aos podcasts da SIC Notícias com “Geração Gamer”, de Cristiana Reis. As franquias mais icónicas unem gerações em conversas que vivem da experiência dos gamers. Neste podcast, fazemos uma viagem até aos videojogos que moldam quem somos: os que nos ac

Rui Pedro Silva na estreia de Geração 2000: “O que é bom no meu tempo é a mudança, é a vontade de mudar”
Na estreia do podcast Geração 2000, Manel Rosa senta-se à conversa com Rui Pedro Silva, 22 anos, nascido em Oliveira do Douro, e já com um percurso que desmente qualquer ideia de que esta geração anda à deriva. Entre memórias de um primeiro contacto com o teatro num campo de férias — ainda sem saber bem ao que ia, mas com vontade

Geração 2000: oiça aqui o trailer do novo podcast de Manel Rosa
A geração que inaugurou o século XXI cresceu entre dois mundos: começou com Nokias 3310 e hoje vive com smartphones sempre na mão. Foi a primeira a descobrir a Internet em casa, a levar para a escola o computador Magalhães e a trocar a televisão pelo YouTube. Também foi a geração que ouviu falar da troika ainda em crian&cce

Maria João Avillez no Geração 40: “Um jornalista é curioso, a curiosidade é um instrumento que se tem ou não se tem. Ser bisbilhoteiro é completamente diferente”
Nasceu em Lisboa no final da 2ª Guerra Mundial. Cresceu no seio de uma família grande, de origem aristocrática, numa casa que conserva grandes memórias. São três irmãs que seguiram caminhos diferentes, e o caminho de Maria João Avillez estava destinado à comunicação social. Estreou-se em televisão aos 17 anos, fundou

Geração 40: oiça aqui o trailer do primeiro podcast original de Júlio Isidro
Geração 40 é uma conversa com quem nasceu nos anos 40, uma geração que cresceu com os racionamentos e a sombra da guerra. Viram um país fechado abrir-se à Europa. Assistiram ao salto do analógico para o digital. Hoje olham de frente para a era da Inteligência Artificial. O mundo transformou-se. Mas será este o futuro que imaginar

Especial ao vivo no Tribeca com Luísa Cruz e José Raposo: “Conhecemo-nos na banda. Era esta senhora ainda uma moçoila”
No episódio do podcast Geração 60, gravado ao vivo no Tribeca Film Festival em Lisboa, Conceição Lino conversa com Luísa Cruz e José Raposo sobre infância, liberdade, arte e envelhecimento. Ambos recordam as origens e o impacto do 25 de Abril nas suas vidas, revelando como o teatro se torna um espaço de descoberta e de emancipaç&

Trailer: Júlia Palha regressa com o Geração 90
Na nova temporada do Geração 90, Júlia Palha volta a abrir as portas à geração que cresceu com a revolução digital e que vive ansiosa em relação ao futuro. Neste podcast, fala-se de forma leve do peso que acarretam os sonhos e as expectativas. Estreia-se a 07 de outubro, com novas conversas todas as semanas. O Geraç&atild

Fernanda de Almeida Pinheiro: “A minha avó Maria Eugénia nem apelidos tinha. As mulheres não tinham um para além do nome próprio. Era sempre Maria. Todas as mulheres da minha família têm o nome de Maria, mas não um apelido”
Nasceu em Caldas da Rainha em outubro de 1969. A mãe esperava que a segunda filha fosse uma menina prendada, mas ela aprendeu a bordar a contragosto. Não gostava de brincar com bonecas e não hesitava em dar opiniões. "Já contestava aquela injustiça de só as meninas terem tarefas domésticas. Venho de uma linha de mulheres poderosas que, n&atil

Miguel Monjardino: “Fomos muito educados à mesa, havia muita conversa, não havia telemóveis, não havia televisão. Só tive televisão aos 14 anos, pertenci a uma sociedade que se educava através dos livros e da palavra escrita”
Nasceu em 1962 nos Açores, recorda a infância passada numa ilha. Cresceu rodeado de livros e conversas profundas, e foi marcado pela influência distinta dos pais, uma mãe mais artística e um pai ligado às ciências sociais. Desde cedo, aprendeu o valor da palavra, da leitura e da curiosidade, elementos que moldaram o seu percurso intelectual. As refei&c

Nini Andrade Silva: “É uma honra Portugal ter-me convidado para escolher tudo o que vamos levar para a semana do Design de Paris. Faz-me pensar que comecei há 40 anos quando o design ainda não era nada e agora estamos a dar a volta ao mundo”
Nasceu em julho de 1962, no Funchal, Madeira. Desde criança que queria trabalhar no mundo e via no mar, à volta da ilha, uma imensa liberdade. A família sempre acreditou nela, mesmo quando se revelou uma aluna mais interessada em sonhar e criar do que em decorar as matérias. Depois do curso de Design no IADE de Lisboa mudou-se para Nova York para continuar a estudar e t

Arlindo Oliveira: "O primeiro computador a que tive acesso no secundário e que me viciou era o Spectrum, umas máquinas ridículas pelos padrões de hoje. Quando se desligavam e tornavam a ligar não tinham nada. Não havia ficheiros guardados"
Nasceu a 4 de junho de 1963 em Gaja, em Angola, onde viveu até aos dois anos, altura em que os pais regressaram a Portugal. Foi no Montijo que passou a infância até aos 11 anos, altura em que a família fez mais uma mudança para África. Desta vez, o destino foi Moçambique. Viveu lá um ano, a seguir à Revolução de 1974. 

Álvaro Covões: "A minha geração foi a que mais valorizou a democracia, porque acabou por conhecer os dois lados da moeda, uma ditadura de direita e uma de esquerda. Temos uma abertura de espírito como as novas gerações não têm"
Nasceu em março de 1963, em Lisboa. Cresceu numa família que é proprietária do emblemático Coliseu dos Recreios, há mais de um século, e desde criança que começou a ter contacto com o mundo do espetáculo. Foi no Coliseu dos Recreios que começou a trabalhar ainda na adolescência. Os pais queriam que seguisse med

Elvira Fortunato: “A memória mais antiga que tenho é das minhas aulas de biologia em que vi as células da cebola ao microscópio óptico. Isso fascinou-me e abriu-se um mundo. Fascinou-me estar a ver coisas que o meu olho não conseguia ver”
Nasceu a 22 de julho de 1964, em Almada. É ainda hoje à margem sul que a vida profissional e pessoal está ligada. Foi sempre uma criança curiosa que gostava muito de ficção científica e foi como cientista que desenvolveu o primeiro ecrã do mundo totalmente transparente e com materiais sustentáveis. Elvira Fortunato tem uma ca

Maria João Luís: “Cantei o 'Bairro Negro' do Zeca Afonso, ainda na primária. A professora tirou-me o microfone da mão. Quando cheguei a casa disse aos meus pais: 'Estou a chorar porque não me deixaram cantar.' Os meus pais ficaram em pânico, durante 15 dias não se podia ouvir passos na escada, ficavam em pânico. Esta era a realidade antes do 25 de Abril”
Maria João Luís nasceu a 30 de dezembro de 1963 em Lisboa, mas foi em Alhandra e Vila Franca de Xira que cresceu. Quis ser agricultora e aprendeu a cavar, plantar batatas e até teve uma horta. Antes de pisar um palco, ainda Portugal vivia a efervescência do pós 25 de Abril, começou por ler poesia na rua. A adolescência trouxe-lhe uma rebeld

Clara Andermatt: “Esta geração teve a sorte de viver momentos de uma perspectiva muito alargada e de liberdade. Hoje as pessoas e os jovens estão um bocadinho à toa. Cada vez há menos tempo para pensar”
Nasceu em agosto de 1963, em Lisboa. Filha de mãe bailarina, a dança foi incontornável desde o primeiro momento. Foi com a mãe que começou os estudos, mas aos 17 anos uma bolsa levou-a para a Inglaterra, onde se formou na London Studio Centre. Não foi a única bolsa que conseguiu, num percurso que a levou a diferentes países e a enriquece

Luísa Salgueiro: "Uma grande justificação para a falta de mulheres nos lugares de liderança é que quando nós somos confrontadas com a possibilidade de ocupar o cargo passamos a vez e deixamos que seja outro a ocupar"
Nasceu a 2 de janeiro de 1968, em São Mamede de Infesta, Matosinhos. Cresceu sem pensar que iria parar à política. Mimada pelos pais, sempre gostou de ser filha única e só teve uma filha por opção. Em pequena só quis ser duas coisas: cabeleireira e advogada. Quando andava no liceu, sempre que não tinha aulas, ia para o tribunal assisti

Margarida Rebelo Pinto: “O meu pai foi despedido porque nao aceitou ser informador da PIDE, mas ouvia o Avante!. Dizia que era tão importante os filhos ouvirem Tchaikovsky ou Chopin, como o hino do PCP. Nunca mais me esqueci disto”
Nasceu em junho de 1965, em Lisboa. Em criança gostava de livros e já dizia que queria ser escritora. É a mais nova de três irmãos e como diz a “preferida” do pai. Começou a tirar o curso de Direito e foi nessa altura que teve a certeza que o caminho não era aquele. Teve vários trabalhos e com 19 anos já fazia trabalhos com

Ricardo Conde: “Não há pedaço da Terra que não esteja descoberto. Temos potências a conquistar outras e por isso é que olhamos para o espaço com perspectiva de conquista e as motivações continuam a ser as mesmas dos anos 60"
Nasceu a 18 de junho de 1965 em Cabinda, Angola. Filho de pais portugueses, cresceu entre o Minho e Angola até regressar definitivamente para Portugal na vaga de retornados que fugiram da Guerra Civil nas ex-colónias em África a partir de 1975. Tem mais de três décadas no setor industrial e do espaço, um percurso que começou com o curso de Eletrotecn

Isabel Jonet: “A minha mãe é uma pessoa que se preocupa mais com os outros do que com ela. Comecei a fazer voluntariado aos 12 anos durante as férias de verão por causa dessa noção que os meus pais tinham de olhar para os outros”
Nasceu em Lisboa a 16 de fevereiro de 1960, mas foi em Oeiras que cresceu. As férias do verão eram passadas entre o Baleal e Elvas. A família era grande, ao todo são cinco irmãos. As três irmãs dormiam no mesmo e depois das inundações de 1969 juntou-se outra menina que tinha ficado sem casa. Aos 12 anos já fazia voluntariad

Paulo Jorge Ferreira: "A partir do 25 de Abril o acesso à escola multiplicou-se e o sistema não estava preparado. Havia professores que não eram bons porque não sabiam como ensinar"
Nasceu a 2 de julho de 1962 em Torres Novas. Os pais tinham uma papelaria-livraria, um privilégio que o permitiu passar horas sem fim a ler. O fascínio pelo conhecimento levou-o ao curso de Engenharia Eletrónica e Telecomunicações na Universidade de Aveiro, onde hoje é professor catedrático e reitor. Não tem dúvidas de que as univ

Mário Centeno: "Passava a vida a fazer contas. A minha mãe era chefe da estação dos Correios e tinha uma daquelas calculadoras com fita e eu passava muitas tardes a somar a idade de todas as pessoas da família"
Nasceu em dezembro de 1966, em Olhão, mas foi em Vila Real de Santo António que cresceu. É o segundo de quatro irmãos e o “menos mimado”. Sempre foi obcecado por números e contas. Lá em casa diziam o dinheiro que recebia dos pais e avós era fêmea, porque era o único que “procriava”, enquanto os irmãos esta

Miguel Poiares Maduro: “O meu pai passava muito tempo na política e, como chegava tarde a casa muitas vezes, acordava-nos para dar copos de leite. Para que a vida política coincidisse com a vida familiar”
Nasceu em janeiro de 1967, em Coimbra, mas cresceu na Figueira da Foz. A política fez sempre parte da sua vida, o pai era político, autarca do PPD, e aos domingos gostava de levar o filho a ver obras no município, ao mesmo tempo que ouviam o relato de futebol. Perdeu o pai aos 14 anos e aos 16 o interesse pela política levou-o a inscrever-se na Juventude Social-Democrat

Gonçalo Cadilhe: “Gostava de acreditar que consegui revolucionar o desapego material nas viagens, porque eu assumo que estou com uma mochila às costas com pouco dinheiro, mas uma grande curiosidade intelectual e prefiro dormir mal e comer mal do que ficar à espera”
Nasceu em maio de 1968, na Figueira da Foz. É ainda lá que vive ou para lá que regressa após cada viagem. A primeira descoberta para fora de portas foi com sete anos, nos escuteiros. É escritor de viagens e está há 30 anos a dar a voltas ao mundo. Até hoje conta com cerca de duas dezenas de publicações, a que se juntam docu

João Baião: “Faço parte de uma geração em que os filhos e os pais não olhavam nos olhos e diziam eu amo-te, és muito importante para mim. Nunca houve aquela conversa de pai para filho”
Nasceu em outubro de 1963 na Amadora. É difícil encontrar quem não conheça o apresentador mais enérgico do país. Fascinado pelo mundo dos artistas que via na televisão e nas revistas é hoje um dos maiores e mais reconhecidos do país. É o comunicador da alegria e do otimismo e mesmo nos piores momentos procura manter a liga&

Albertina Pedroso: “Somos a geração que conseguiu o tal elevador social ou chamem-lhe o que entenderem. A minha família tinha a 4ª classe e nunca me pressionou a nada. Tivemos professores espetaculares que nos abriram horizontes e disseram que podíamos ser o que quiséssemos”
Nasceu em casa dos avós, em novembro de 1965, em Alverca do Ribatejo. Aos 12 anos decidiu que queria ser juíza. Era uma criança “sensível às injustiças” e na escola acabava sempre a defender aqueles que se sentiam “mais fracos e fragilizados” perante os professores. Foi a primeira licenciada da família e a primeira mulhe

Tim: “Os meus pais ficaram preocupados quando comecei a levar a música mais a sério do que eles pensavam. Depois comecei a chumbar na Faculdade de Agronomia e a coisa começou a piar mais fininho”
Nasceu em abril de 1960, em Ferreira do Alentejo, mas cresceu em Almada. O primeiro instrumento que aprendeu a tocar foi a harmónica, ajudava-o a passar o tempo enquanto estava internado por causa de uma hepatite.Tinha 13 anos quando experimentou a viola que os pais lhe trouxeram de Espanha, porque lá eram mais baratas. Desde aí nunca mais largou a música. Não es

Isabel de Herédia: “O Duarte era o meu melhor amigo, nunca senti a diferença de idades. Tinha rapazes interessados em mim, mas eu vi-me como uma cómoda e a certa altura pensei: ‘Quem é que conhece as minhas gavetas todas?’ Era o Duarte”
Nasceu em novembro de 1966, em Lisboa. Viveu a infância entre Portugal e Angola. Os pais partiram primeiro para África e com quatro anos, Isabel, ficou a viver com a avó e uma tia. Depois do 25 de Abril, a família mudou-se para o Brasil, para São Paulo. Foi lá que estudou num colégio jesuíta, fez o curso de Gestão e especializou-se em F

João Cotrim de Figueiredo: “Servi bebidas de smoking branco e aprendi que as pessoas olham para quem está a trabalhar como se fossem invisíveis. Isso marcou-me e hoje tento ver essas pessoas”
Estudou no colégio alemão e mais tarde em Londres, coisa rara para a altura. Fez quase tudo, foi gestor em várias empresas, passou pela banca, pelo Turismo de Portugal, até foi diretor de um canal de televisão. Acabou na política. Agora as semanas dividem-se entre Bruxelas e Lisboa, mas o regresso à vida política nacional não est&aacut

Clara de Sousa: “A minha visibilidade pode ser um peso para os meus filhos, mas tento desconstruir isso. A minha heroína era a minha mãe e só tinha o quarto ano, o estatuto social não faz de nós melhores”
Nasceu em novembro de 1967, no Monte do Estoril, na linha de Cascais, e é por lá que ainda hoje vive. Cresceu numa casa “bastante politizada”, onde a televisão estava sempre ligada. Teve uma infância “muito livre” e com “todo o tempo do mundo”, conta. Desde criança que aprendeu o valor do trabalho e nunca teve receio de pô

Geração 80. Trailer: 2ª temporada
Está a chegar a segunda temporada de Geração 80, o podcast que dá voz a uma série de portugueses nascidos nessa década brilhante, num regresso ao futuro guiado por Francisco Pedro Balsemão. O primeiro episódio sai já a 6 de março em todas as plataformas e nos sites da SIC Notícias, SIC e Expresso. Não percam! Livre

Geração 60: perante o mundo atual, o que têm a dizer os que mais acreditaram no progresso e na conquista de direitos?
Nasceram na ditadura, cresceram na democracia e saborearam a liberdade. Tiveram possibilidades que os pais e os avós não conheceram. Mais acesso à educação, à saúde e à habitação. Assistiram a mudanças sociais mais justas, a grandes inovações e ao arranque da transformação tecnológica. P











