
Tempo ao Tempo
Tempo ao Tempo é um podcast de histórias da História, de passado, presente e futuro, e da mudança da memória no tempo. Aqui vamos percorrer a micro-história e a História global, a História europeia e a História nacional, sempre com o objetivo de atualizar os dilemas das pessoas do passado e colocar em perspetiva histórica os nossos dilemas do presente. Com o tempo, vão aparecer texturas e um padrão narrativo, que ajudará a fazer sentido do todo. Mas o todo será sempre multímodo, polifónico e eclético. De muitos caminhos. Todas as quintas-feiras um novo episódio escrito e narrado por Rui Tavares, com apoio à produção de Leonor Losa. A sonoplastia de Tempo ao Tempo é de João Luís Amorim e a capa é de Vera Tavares e Tiago Pereira Santos.
Episodes
O dia de Camões e a história do futuro
O ponto de partida é o 10 de Junho: uma data que parece fixa, repetida, ano após ano, mas cuja própria história revela o contrário. Ao longo do tempo, este dia mudou de significado, de regime, de discurso, espelhando cada momento do país. Um exemplo de como aquilo que julgamos estável é, afinal, profundamente afectado pela mudança. A p
Especial dia da Criança: A história de todas as histórias começa sempre com um menino, uma árvore e um bicho
A propósito do Dia da Criança, celebrado esta semana, Rui Tavares parte de uma pergunta do seu filho, simples e, ao mesmo tempo, vertiginosa: “qual é a história de todas as histórias?” Neste episódio especial, regressamos à infância, às infâncias e percorremos milénios. Ao longo deste envolvente episódio,
O outro 28 de maio: um agradecimento a Carolina Beatriz Ângelo
Cumprem-se hoje 100 anos sobre o golpe de Estado que mergulhou Portugal na mais longa ditadura da Europa Ocidental. Este poderia ser um episódio sobre o 28 de maio de 1926, mas Rui Tavares rebela-se e leva-nos antes a um outro 28 de maio, o de 1911, data das primeiras eleições da República portuguesa e o dia em que, pela primeira vez, o direito de voto foi exercido por
A História de Thomas Chase, um sobrevivente do terramoto de 1755
Entre o caos, o medo e a sobrevivência, este episódio transporta-nos para o coração do terramoto de 1755 em Lisboa através de um relato raro e intensamente humano de Thomas Chase, sobrevivente da catástrofe. Rui Tavares retoma o seu Pequeno Livro do Grande Terramoto e traz a história de um jovem estrangeiro preso num cenário apocalíptic
Flora Tristan: a mulher que antecipou o sindicalismo e o feminismo no século XIX
Partimos de uma notícia atual: um navio ancorado ao largo de Cabo Verde, para viajar quase dois séculos até outra embarcação, parada no mesmo lugar, em maio de 1833. A bordo segue uma figura fascinante e ainda hoje surpreendentemente pouco conhecida: Flora Tristan. Jovem, franco‑peruana, com uma vida marcada por perdas, violência e exclusão. Separada
O caminho para a paz na Europa segundo Robert Schuman e um hino à alegria composto por um Beethoven surdo
Em dezembro de 1943, em plena guerra, Arturo Toscanini dirige em Nova Iorque o Hino das Nações, um gesto de resistência, arte e esperança num mundo marcado pelo fascismo, pela censura e pelo medo. Este episódio de “Tempo ao Tempo” acompanha a presença da música como elemento de ação, união e esperança pol&iacut
O Princípio da Inquietação: Expresso lança podcast que quer pôr os portugueses a pensar
Vem aí o primeiro podcast do Expresso dedicado à Filosofia. O Príncipio da Inquietação é um podcast onde pensar é um verbo que se exercita a sós e em conversa. Filósofos nacionais e internacionais refletem em voz alta sobre o medo, enquanto Catarina G. Barosa, fundadora do Festival Internacional de Filosofia, Espanto, e David Erli
O tempo em que havia três papas: e se houvesse um anti-papa em Mar-a-lago?
O ponto de partida deste episódio é a “Bofetada de Anagni”, em 1303, quando o Papa Bonifácio VIII foi humilhado por emissários do rei de França e vai desaguar no deslocamento do papado para Avignon, onde durante décadas os pontífices viveram sob forte influência francesa. Esse período culmina no Grande Cisma do Ocidente, ini
Há quanto tempo a nossa imaginação vai à Lua? Luciano Samósata e o poder da fantasia
Desde há dois mil anos a nossa imaginação viaja até à Lua. No universo da imaginação literária, Luciano de Samósata narrou, no século II da era cristã, essa viagem tão absurda quanto brilhante: um barco levado por um tufão, rumo a uma Lua habitada, em guerra com o Sol, povoada por criaturas absurdas e maravi
O julgamento de Sócrates: aprender a morrer
O que faz Rui Tavares quando não tem tempo para dar ao tempo? Convida-nos a acompanhá-lo nos trabalhos de casa para uma das aulas de Grego Antigo que frequenta com o Professor António Castro Caeiro. O foco central é um exercício de tradução do Fédon, o diálogo onde Platão narra as últimas horas de Sócrates, depois
A história da longa resistência a uma muito longa ditadura
Quando e como começou, afinal, a ditadura a revelar-se? Na senda dos episódios anteriores sobre a aproximação ao 28 de maio de 1926, Rui Tavares elege os sinais que anunciam o colapso da Primeira República, o momento em que o golpe deixou de parecer um episódio passageiro e em que a ditadura começou a revelar a sua verdadeira natureza opressiva. E c
É mais fácil governar um rebanho de ovelhas ou um rebanho de pessoas? Xenofonte e a sua Ciropédia
Neste episódio Rui Tavares volta à Persia e recua à Grécia antiga para falar de um livro que foi, durante séculos, uma referência incontornável na reflexão sobre poder, educação e liderança: a  Ciropédia, de Xenofonte. Escrita no século IV a.C., esta obra apresenta a educação do rei persa C
A semana antifascista de 1926: se havia a iminência de uma ditadura, porque é que ninguém fez nada para a impedir?
Neste episódio, regressamos a março de 1926, quando intelectuais da Seara Nova, os “searistas” Júlio Proença, António Sérgio, Jaime Cortesão, anarquistas do jornal A Batalha e republicanos radicais organizaram a Semana Antifascista, uma semana de comícios e conferências alertando para a ameaça dos fascismos que chegam
Mendes Cabeçadas: o político paradoxal que ajuda a implantar e a derrubar a República
Filho de comerciantes de cortiça, Mendes Cabeçadas trocou Faro por Lisboa, liceu por quartel. Enquanto capitão‑tenente no Adamastor, Cabeçadas bombardeou o Palácio das Necessidades para implantar a República. Averso ao caciquismo de Afonso Costa, conspirou contra a instabilidade. Quando infiltrações monárquicas e integralistas come&cce
Quatro décadas de SIS contadas por dentro: oiça aqui o trailer do novo podcast do Expresso
O Expresso apresenta “SIS: 40 anos de segredos”, um podcast documental onde se conta a história do Serviço de Informações de Segurança. Pela voz de quem o desenhou, instalou e dirigiu, é explicada de forma inédita como funcionam e foram evoluindo as vertentes da formação e da fiscalização. Siga esta investiga&
Como se pode ser persa? O Irão e a herança de uma civilização milenar
Quase meio século depois da Revolução Islâmica ter instaurado no Irão um poder teocrático tão duradouro quanto a ditadura em Portugal, o ataque conjunto dos Estados Unidos e Israel derrubou o regime dos aiatolas e vem abrir uma nova frente de guerra no Médio Oriente. Enquanto mísseis e drones atingem Teerão, paira a pergunta sobr
Ucrânia: a guerra mais antiga da Europa dos últimos 300 anos
No final de fevereiro completaram‑se quatro anos do início da guerra na Ucrânia. Contudo, se contarmos o seu início em 2014, com a anexação da Crimeia e a guerra no Donbas, e não apenas a invasão em larga escala de 2022, este é o conflito europeu mais longo desde a Guerra dos Trinta Anos. A partir desta constatação, Rui Tavares r
Um comboio de tempestades em Portugal e a primeira catástrofe moderna
Rui Tavares regressa ao Terramoto de Lisboa de 1755, reconhecido como primeira catástrofe moderna. O epíteto não lhe cabe pela dimensão da catástrofe, mas pela resposta política organizada no seu rescaldo: inquérito sistemático ao reino, códigos de construção inovadores e reconstrução planeada em nova escala
O doente imaginário e a derradeira atuação de Molière, o dramaturgo que gozou com todos
Neste 17 de fevereiro cruzaram‑se duas histórias: a de uma mãe nascida nesse dia e a da derradeira atuação de Molière. Em 2026, essa mãe celebra 95 anos, tendo sido criança num mundo onde ainda se via o Zeppelin passar sobre aldeias ribatejanas. Rui Tavares leva-nos ao século de Molière, o dramaturgo francês que gozou com todos.S
No século XVIII já havia Inteligência Artificial? Conheça o Turco Mecânico, o autómato que ganhava sempre ao xadrez
O que nos intriga, aproxima e afasta da inteligência artificial? Porque é que nos deixamos seduzir e, ao mesmo tempo, assustar por ela? Há poucos dias, circularam relatos de que existiria uma rede social habitada apenas por bots – programas concebidos para automatizar tarefas e simular interacções humanas – onde agentes de IA conversariam entre si, se
O último Presidente: Quem foi Bernardino Machado, o carioca que se tornou presidente da Primeira República?
Duas vezes presidente, duas vezes deposto, duas vezes exilado. Nonagenário, confinado ao Norte pelo Estado Novo, dita memórias à filha: “Nasci no Rio de Janeiro”. Bernardino Machado, a figura que Rui Tavares nos traz neste episódio, nasceu no Brasil em 1851, cresceu num Império escravocrata, entre o comércio do pai minhoto e a boa sociedade da
Manuel Teixeira Gomes, o presidente que se demitiu e a primeira-dama invisível
Há 100 anos, em dezembro de 1925, Manuel Teixeira Gomes abandonava a Presidência da República Portuguesa e embarcava no cargueiro holandês Zeus, rumo ao Mediterrâneo. Este algarvio de Portimão (1860-1941), penúltimo presidente da Primeira República, deixava para trás um país em convulsão rumo ao fim do regime republicano e a
O explorador que percorreu a Gronelândia a pé, ganhou o prémio Nobel da Paz e criou um passaporte humanitário: Fridtjof Nansen
O que liga a Gronelândia, o Prémio Nobel da Paz, a Liga das Nações para os Refugiados e Calouste Gulbenkian, o maior mecenas cultural do nosso país? A resposta é Fridtjof Nansen, o explorador do Ártico que teve a audácia de trilhar o pioneiro caminho por terra pela calota glacial da Gronelândia, em 1888, até à actual cidade
Almanaque A Batalha para 1926: uma viagem até ao ano em que tudo muda
Ao entrar no ano novo, A Batalha, jornal do movimento operário anarcossindicalista, apresentava aos leitores uma novidade: o Almanaque para 1926. Fundado em 1919 pela União Operária Nacional, A Batalha era já, em 1926, um diário de referência. Ao invés de mera publicação doutrinária, Alexandre Vieira, o seu primeiro diretor, idea
Os 100 anos da queda de Alves Reis: de falsário impenitente a cristão renascido
Por onde anda Alves dos Reis? Como terminou a saga da maior burla de que há memória no país? Rui Tavares regressa a 1926 para nos contar a história da prisão do homem que burlou aproximadamente 1% do PIB português e que se tornou num cristão renascido A história entretanto interrompida, é agora retomada para conhecermos finalmente o seu
Os mais ouvidos de 2025: De “Pulp Fiction” a Santo Agostinho
No primeiro episódio do podcast Tempo ao Tempo, Rui Tavares propõe uma viagem errante no tempo e na geografia ao encontro de pessoas cujas vidas se desencontraram por dois milénios mas que estão ligadas pela música. Do filme “Pulp Fiction” até à Grécia Antiga há muita história que se liga pela linguagem. Recorde este
Os mais ouvidos de 2025: Crimeia, a guerra esquecida
Recorde o episódio em que Rui Tavares nos leva até 1852 e à guerra da Crimeia, para constatar que não há factos irrelevantes.See omnystudio.com/listener for privacy information.
O primeiro Natal em ditadura e um fado de Alfredo Marceneiro: bem-vindos a uma feia noite de Natal
No ano de 1924, Alfredo Marceneiro conquista pela primeira vez o primeiro lugar num concurso de fados. “Remorso”, o fado com letra de Linhares Barbosa que interpretou, dá voz a alguém que se consome de culpa, sozinho, numa noite de Natal. Dois anos depois, esse fado, entretanto celebrado por toda a cidade, parece ter adivinhado o crime passional que iria prender a aten&cc
O que faz um padre português no romance “O Conde de Monte Cristo”, de Alexandre Dumas?
O que faz um padre português no romance O Conde de Monte Cristo, de Alexandre Dumas? Será mera fantasia do autor ou eco de uma personagem histórica concreta? E, a existir, quem foi ele e como ali foi parar? Neste episódio, Rui Tavares apresenta a singular vida de José Custódio de Faria, um filho do terramoto de 1755. Goês de origem, deixou Goa e passo
Juan Pujol Garcia: o espião que enganou os Nazis sobre o desembarque na Normandia
Há, na história, pequenas histórias de mulheres e homens que já não guardamos memória. Viveram o seu tempo sem que as suas biografias ganhassem o relevo que a história premeia ao ser contada. Ainda assim, esses sujeitos da história votados ao anonimato, intervieram decisivamente no curso de acontecimentos impactantes, nos momentos em que a hi
Fermentação e destilação: como o Iluminismo e o Romantismo se relacionaram com o interessante
Inspirando-se na mudança do conceito de “interessante” ao longo do tempo de que nos falou no último episódio, Rui Tavares propõe agora uma leitura dos séculos XVIII e XIX, sublinhando como a distinção entre Iluminismo e Romantismo se manifesta na forma como as pessoas passaram a relacionar-se com a realidade ao seu redor. Como a transfor
A interessante vida de Albert Otto Hirschman, o economista que não se limitou a cumprir ordens
Albert Otto Hirschman destacou-se como economista e pensador de importância reconhecida, mas sobretudo como uma figura singularmente interessante. O próprio conceito de “interesse” percorre a sua obra “Paixões e Interesses”, servindo de fio condutor para uma visão inovadora sobre a génese dos valores sociais e económicos. Neste epis&
De Salazar a Shakespeare: o poder corrompe e o poder absoluto corrompe absolutamente?
Será o poder capaz de corromper qualquer pessoa, ou apenas revela o lado sombrio que já existe no ser humano? Ou, na provocação de Shakespeare: “O poder muda o propósito?“. Neste episódio, voltamos ao teatro, à peça “Medida por Medida”, para explorar as tensões entre caráter, verdade, mentira, medo e conf
“A Morte de Danton” de Georg Büchner: as revoluções não mudam apenas as sociedades, mas também a perceção do tempo
No episódio anterior, Rui Tavares dava-nos conta que o jovem Orson Welles estava a ensaiar a peça “A Morte de Danton” quando gravou a sua versão de “A Guerra dos Mundos”. O que é que esse texto clássico de Georg Büchner sobre a Revolução Francesa nos pode dizer sobre a percepção que temos do tempo durante a
Se a campainha tocar ninguém atender, não é um marciano: é Orson Welles e uma emissão de rádio num mundo à beira da guerra em 1938
No dia 30 de outubro de 1938, Orson Welles fez história ao transmitir a célebre encenação radiofónica de “A Guerra dos Mundos”. Um episódio marcante da história da rádio, da cultura popular e da sociologia, porque em todas estas dimensões permanece como mito e advertência Na véspera da véspera de Hallowe
Joel Mokyr, o historiador laureado com o Nobel da Economia
Neste episódio, é com especial regozijo que Rui Tavares celebra a rara distinção de um colega pela Real Academia Sueca das Ciências: Joel Mokyr, historiador reconhecido internacionalmente pela sua investigação sobre a história da ciência e da tecnologia. O trabalho de Mokyr, cuja relevância e originalidade foram agora distinguidas
O único dia em que Espinosa se irritou: os filósofos também se passam
Que episódio insólito provocou a ira de Bento Espinosa, ou Baruch Spinoza, o filósofo do século XVII judeu português? Rui Tavares mergulha na extensa biografia escrita pelo historiador Jonathan Israel para tentar responder à pergunta: Terá Espinosa inventado a modernidade? Um dos mais influentes historiadores do Iluminismo, Jonathan Israel, professor
O suicídio de um parlamento: o dia em que o Reichstag se rendeu a Hitler
Diferente de outros momentos perdidos na memória, o colapso da democracia alemã em 23 de março de 1933 tem uma particularidade: podemos ouvi-lo. A gravação sonora da sessão plenária do Reichstag, registada naquele dia decisivo, captura o instante em que o Parlamento alemão concedeu ao Partido Nazi plenos poderes. Este documento sonoro torna t
Como se cria um mártir para a causa Nazi? A história de Horst Wessel
Como se cria um mártir? Qual o poder político da narrativa do sacrifício pela ideologia? Rui Tavares relata a sucessão de episódios que, não sendo directamente de natureza política, foram instrumentalizados pela propaganda do partido Nazi para a criação da sua narrativa. Conheça a história de Horst Wessel, o nazi que imor
Churchill em cuecas, um bife com cebolada e um mundo igualitário: A história da ONU
Qual é, afinal, o propósito da Organização das Nações Unidas? Perante esta questão, que ecoou na abertura da Cimeira de ontem, Rui Tavares leva-nos a revisitar os motivos fundadores desta instituição, criada em 1945, no rescaldo da Segunda Guerra Mundial, quando o mundo ansiava por paz, justiça e cooperação interna
Como os franceses reiniciaram o tempo em 1792: o calendário republicano esquecido no tempo
A Revolução Francesa teve, sem dúvida, um impacto extraordinário no curso da história, mudando profundamente diversas dimensões do tempo e da cultura. A partir do dia da Festa do Génio, efeméride que se comemora hoje, Rui Tavares revela-nos um aspecto particular, singular e literal desse impacto no tempo, que talvez passe despercebido para a
O que têm em comum o arquiteto das Torres Gémeas Minoru Yamasaki e bin Laden? A história de Minoru Yamasaki, o arquiteto esquecido
O arquitecto das Torres Gémeas, Minoru Yamasaki, não é muito falado quando se aborda o ataque terrorista de 11 de Setembro de 2001. Yamasaki, curiosamente, já tinha visto um outro projeto seu ser demolido propositadamente: o empreendimento de Pruitt-Igoe no Missouri. Há muito para descobrir na vida e na obra deste arquiteto “azarado”, inclusive uma re
Madame Brouillard: a vidente lisboeta que fez fortuna no início do século XX
Há cem anos morria Virginia Rosa Teixeira, aliás, Madame Brouillard, a quiromante que, a partir do seu consultório luxuoso no Chiado, dava consultas e previa o futuro de personalidades da esfera pública e privada do início do século XX. Os seus anúncios nos jornais ficaram icónicos mas a sua vida não é assim tão conhecida
A “ignóbil porcaria” e o regime estável e bipartidário que durou 50 anos
Portugal teve em tempos um regime relativamente estável que durou 50 anos e que resultou num sistema de alternância entre dois partidos: um de centro-direita, o outro de centro-esquerda. Rui Tavares leva-nos até ao início do século XX para falar da “ignóbil porcaria”, o nome popular dado ao decreto eleitoral de 1901 emitido pelo segundo governo
Um tempo de novos monstros: dois mil anos de guerras culturais e de “hipocritões e olhigarcas”
Um grafito com 2 mil anos em Pompeia é o ponto de partida desta viagem onde Rui Tavares nos leva por duzentos séculos de guerras culturais a partir do seu livro “Hipocritões e Olhigarcas” Marshall McLuhan dizia que “O meio é a mensagem”, mas Rui Tavares propõe uma visão alternativa: e se as mensagens revolucionárias forem ape
Sem mãe, nem pai, nem país: Joseph Conrad, o escritor que antecipou a globalização
Rui Tavares leva-nos até ao território polaco no fim do século XIX onde o escritor Joseph Conrad nasceu, uma terra partilhada por três impérios e muita instabilidade. Oportunidade para tecer considerações sobre o autor de “Coração das Trevas”, o livro que foi adaptado por Francis Ford Coppola no filme “Apocalipse Now&r
O que fazer quando se tem 1% do PIB nacional guardado em casa? O problema de Alves Reis no verão de 1925
Continuando na década de 20, Rui Tavares volta à personagem de Alves Reis e ao seu plano para conseguir imprimir notas e colocá-las em circulação. Porque não basta imprimir notas, há que saber gastá-las. O que faria com 1% do PIB português em sua casa? Onde se cria dinheiro? Quem cria dinheiro? E quem consegue colocá-lo em circul
O declínio da civilização, Doppelgängers, Primeira Guerra Mundial e um arquivista transgénero
Enquanto a Europa se perdia na Grande Guerra, um conflito que se tornou rapidamente numa guerra de poucos ganhos territoriais mas muita perda humana, Spengler escrevia “O Declínio da Civilização” e dava-nos conta que a civilização europeia já tinha perdido o seu apogeu. A partir do livro de Oswald Spengler, Rui Tavares traça um relato do
Afonso Costa, o outro governante português acusado de corrupção
Afonso Costa ou até Marquês de Pombal, dois exemplos de governantes com o mesmo peso do ex-primeiro-ministro José Sócrates que foram indiciados ou presos por corrupção. Neste episódio, Rui Tavares explora a história e as circunstâncias da prisão de Afonso Costa e os paralelismos com a operação Marquês.. Contudo
O que é, afinal, o dinheiro? Pode o Banco de Portugal emitir notas falsas?
Rui Tavares continua a sua viagem até ao fim dos anos conturbados da Primeira República para nos fazer refletir sobre o dinheiro, o seu papel e o seu valor, partindo da figura de Cunha Leal, um político que viria a fundar o Partido Republicano Nacionalista que questionou a veracidade do Banco de Portugal na emissão de notas e moedas quando disse “O diretor da Casa
Morrer de tédio: será esse o fim da história? Alexandre Kojève acreditava que sim
A partir das ideias e do sonho de uma Europa unida do filósofo tornado burocrata Alexandre Kojève, Rui Tavares volta às teorias sobre o fim da História, partindo do dia da morte de Kojève em pleno Maio de 1968. O filósofo, conhecido pelas suas interpretações de Hegel, teorizava que o triunfo do pensamento racional e burocrático signifi
Alves dos Reis e as notas falsas: o prego no caixão da Primeira República?
Continuando na história do início do século XX, Rui Tavares faz um retrato das circunstâncias que deram origem à maior fraude económica da história de Portugal a partir de uma teoria do economista Henry Wigan, que traça uma relação direta entre as notas falsas de Alves dos Reis e o fim da Primeira República. Oiça ma
Quantos fins terá, afinal, a História?
A partir do livro “O Fim da História” de Francis Fukuyama, Rui Tavares traça uma visão da história, das histórias, a partir do livro de 1992 do filósofo que afirmava que o liberalismo democrático e o capitalismo podem ter já assinalado o fim da evolução sociocultural da humanidade, referenciando também os fil&
O caso Alves dos Reis ajudou à queda da Primeira República? Uma viagem até 1925 e ao escândalo das notas falsas
As notas falsas de Alves dos Reis provocaram estragos no Portugal de 1925. Uma das maiores fraudes financeiras de sempre, o caso das notas falsas provocou tantos estragos na sociedade portuguesa que pode ter mesmo acentuado a queda da Primeira República. Rui Tavares regressa até 1925 para analisar os jornais da época e mergulhar nos últimos dias da Primeira Repúb
Como se perde uma república? Uma viagem até à primeira sessão do último parlamento da Primeira República Portuguesa
A partir de um texto do Diário de Lisboa que relatava o primeiro dia de uma sessão parlamentar daquela que viria a ser a última legislatura da Primeira República, Rui Tavares traça-nos um retrato daquela época e da constituição da Assembleia daqueles tempos conturbados. Havia já sinais que poderíamos estar prestes a entrar numa
O antídoto do medo de Roosevelt: como a rádio ajudou a criar e a destruir democracias
Neste regresso do podcast Tempo ao Tempo, Rui Tavares leva-nos aos tempos da telefonia e recorda-nos a importância deste meio de comunicação, das conversas à lareira de Roosevelt ao discursos de Hitler e Mussolini. Como é que a rádio moldou a sociedade ao longo dos tempos?See omnystudio.com/listener for privacy information.
Um deputado à frente do seu tempo: Fernão Botto Machado e as suas ideias modernas durante a Primeira República
Fernão Botto Machado foi deputado durante a Primeira República, na Assembleia Constituinte de 1911, mas as suas ideias e reformas podiam bem ser de hoje: um projeto de lei para a abolição das touradas ou a criação de uma conta-poupança para as lotarias para que o apostador pudesse recuperar o seu dinheiro. Rui Tavares conta-nos a fascinante hist&oac
1816: o ano sem verão que deu origem ao Frankenstein de Mary Shelley
Neste episódio, Rui Tavares leva-nos até 1816 e conta-nos a história da história de Frankenstein, o monstro sem mãe, e de como, num contexto masculino, junto dos consagrados nomes do cânone da poesia ocidental Lord Byron e Percy Shelley, a imaginação de Mary imaginação se destacou e criou o talvez o mais inspirador e comovente mo
1924, o ano em que poderia ter corrido tudo bem
Há anos que ficam na história, outros que são esquecidos. Neste episódio do podcast Tempo ao Tempo, Rui Tavares faz um exercício de memória acerca de um ano que, não tendo ficado na história, foi determinante para os que o sucederam.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Há cem anos como agora, a crise do país político
Em 1925, num mundo e num Portugal muito diferentes, vivia-se um vazio político, pois Afonso Costa, que tinha sido o político mais influente do Regime, tinha ido para um cargo na Europa. Estava um Governo prestes a cair com uma moção de desconfiança, falava-se dos preços das casas e de roubo de malas nos Correios. Qualquer coincidência, é puara
A guerra esquecida? Crimeia, 1853-1856: um conflito com muitos paralelos com o nosso presente
Não há factos irrelevantes, diz-nos Rui Tavares neste episódio do podcast Tempo ao Tempo, que nos traça o roteiro da esquecida guerra da Crimeia, não a guerra de hoje (que também ali começou), mas da primeira Guerra da Crimeia entre 1852 e 1856.See omnystudio.com/listener for privacy information.
O menino que nasceu sozinho na ilha de Waq-waq: Ibn Tufayl e o seu 'Filósofo Autodidata'
Uma ilha remota, um bebé humano, e um animal que o instrui nos caminhos da vida. Neste episódio, Rui Tavares dá-nos a conhecer um livro que, não sendo um clássico, é um tesouro – Vivo o filho do Acordado ou o Philosophus Autodidactus, O Filósofo Autodidata, escrito pelo filósofo Ibn Tufayl que viveu no século XII, ent
O tratado de Munique e os três dias que mudaram o tecido da Europa
As negociações de Munique que levaram à anexação da Checoslováquia por parte da Alemanha de Hitler mudaram o tecido da Europa. Esta semana, Rui Tavares recorda os erros de Neville Chamberlain e fala sobre as lições que se podem extrair desses três dias de fevereiro de 1938 no que toca à responsabilidade dos líderes mundiai
“A voz do futuro”: de Dune a Ibn Khaldun
Neste episódio, Rui Tavares dá-nos a conhecer a vida e as inquietações de Ibn Khaldun. Nascido num tempo histórico e numa geografia pautada pela encruzilhada de civilizações e religiões, entre o norte de África, a Península Ibérica, e o Mediterrâneo Oriental, Ibn Khaldun escreveu no século XIV uma obra fundad
Da Palestina à Guerra na Crimeia, o conflito em que Portugal quase participou com 6 mil soldados
Rui Tavares analisa a atualidade sobre uma perspetiva histórica, na antena da SIC Notícias. Na estreia de “Tempo ao Tempo”, o político e historiador explica o que levou à Guerra na Crimeia e como os acontecimentos do passado moldaram as questões do presente. Portugal quase enviou “6 mil portugueses para a Crimeia”, mas acabou por ficar for
“Enquanto viveres, brilha”: de Pulp Fiction a Santo Agostinho
Pulp Fiction, Dick Dale, uma jovem egípcia, um viúvo saudoso, um santo que gostava de jogar à bola e uma pergunta: durante dois mil anos, as pessoas amaram da mesma forma? No primeiro episódio do podcast Tempo ao Tempo, Rui Tavares propõe uma viagem no tempo e na geografia ao encontro de pessoas cujas vidas se desencontraram por dois milénios mas que est&a
Tempo ao Tempo: Apresentação do novo podcast de Rui Tavares no Expresso
Tempo ao Tempo é um podcast de histórias da História, de passado, presente e futuro, e da mudança da memória no tempo. Aqui vamos percorrer a micro-história e a História global, a História europeia e a História nacional, sempre com o objetivo de atualizar os dilemas das pessoas do passado e colocar em perspetiva histórica os nos











