
A Vida em Revolução
Como era a vida quotidiana nos anos de 1974 e 1975? As memórias do vertiginoso dia-a-dia nas várias áreas da sociedade portuguesa durante o PREC. Programa de entrevistas conduzidas por Rui Ramos e Pedro Jorge Castro.
Episodes
As Histórias da Bíblia. Perguntas dos ouvintes: a Bíblia é machista?
Como é que a Bíblia fala sobre as mulheres? E de que forma é que isso influenciou o pensamento religioso? Episódio especial de "As Histórias da Bíblia" com respostas às perguntas dos ouvintes.See omnystudio.com/listener for privacy information.
O Escândalo que Destruiu a Seleção. Episódio extra. "Saltillo foi política: Bento, Carlos Manuel e Diamantino eram do Barreiro"
Ruy Seabra, selecionador que teve de começar a reconstruir a seleção em 1986, recorda em entrevista os dois convites de Silva Resende, a quem ameaçou chamar "o maior aldrabão"; a importância de Manuel Fernandes, Veloso e Shéu, que aceitaram ser convocados quando os jogadores de Saltillo recusaram; o defesa que não sabia passar a bola; a saga d
E o Resto é Ciência. Como se aguentam torres de pedra como as da Sagrada Família?
A torre de Jesus Cristo, inaugurada no centenário de Gaudi pelo Papa Leão XIV, sobe até aos 172 metros sem cimento ou aço apenas pedra sobre pedra. Como foi possível? Como se equilibra sendo tão alta?See omnystudio.com/listener for privacy information.
As Histórias da Bíblia. Rute: uma imigrante na Bíblia contra o nacionalismo
O livro de Rute conta a história de uma das mulheres mais célebres do Antigo Testamento, a bisavó de David, uma imigrante que se juntou ao povo escolhido. O novo episódio de "As Histórias da Bíblia".See omnystudio.com/listener for privacy information.
Melhor é Difícil. Herman: “Sou um optimista compulsivo. Está tudo explicado!”
Criou a marca Herman no humor português. Autor, ator, músico, tomou conta do riso em Portugal inventando uma diversidade quase alucinante de personagens. Melhor é mesmo muito difícil.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Os mais ouvidos de 2025. Sanches Osório, parte II: “Champalimaud não financiou o MDLP porque Spínola era burro”
[O Observador está a republicar os três episódios mais ouvidos do ano em cada podcast. Este é de 6 de julho de 2025.] A discussão sobre as refeições do Conselho de Ministros. A ameaça de tareia a um magistrado. Spínola: os berros, os pontapés debaixo da mesa, as indecisões e o passaporte com o nome do Patriarca. Vasco Gon&
Vasco Lourenço e o 25 de Novembro: “Eanes assume uma posição que não é dele. Irrita-me!”
O choque com Vasco Gonçalves. O diálogo com Costa Gomes sobre a chantagem. O documento do Grupo dos 9 que assinou sem ler. O corte com Otelo. Os bastidores do 25 de novembro, o papel de Cunhal e a guerra aos falcões que queriam uma ditadura. Os dramáticos três minutos de atraso a negociar uma rendição que mataram três militares. E vários
Os mais ouvidos de 2025. Filho de Otelo, parte II: “O meu pai foi definhando e acabou a vida triste”
[O Observador está a republicar os três episódios mais ouvidos do ano em cada podcast. Este é de 24 de novembro de 2025.] Otelo achou que podia ter vencido no 25 de novembro, mas quis evitar mortes e uma guerra civil. As duas prisões, as duas eleições presidenciais e o longo período em que viveu com duas mulheres. Segunda parte da entrevista c
Os mais ouvidos de 2025. Marçal Grilo e os dias mais quentes da Revolução: “Houve muita maldade nos saneamentos”
[O Observador está a republicar os três episódios mais ouvidos do ano em cada podcast. Este é de 6 de janeiro de 2025.] A pancadaria no Técnico. Os professores amedrontados. As estranhas reuniões com os comunistas. E a detenção de Soares Carneiro. Marçal Grilo descreve os momentos mais tensos que viveu em 1974 e 1975.See omnystudio.com/
Vasco Lourenço: “No 11 de março, primeiro fui atestar o carro. Depois fui ao PS e ao PCP”
O sequestro de Otelo em Belém no 28 de setembro. A escolha de Costa Gomes para substituir Spínola na Presidência. O envolvimento da CIA e do KGB na Matança da Páscoa. A reunião em que se decidiu a nacionalização da banca depois do 11 de março. E as listas de pessoas a prender: “Houve abusos, com certeza. Há pessoas que têm razã
Vasco Lourenço: “Bateram palmas ao Spínola porquê? Insultei-os: ‘Cambada de carneiros!’”
Um castigo levou-o a falhar o 25 de abril no posto de comando, onde foi substituído por Otelo. Seguiu os acontecimentos a partir dos Açores, onde apoiou Melo Antunes a tomar a PIDE e ocupou a sede da Legião Portuguesa. A euforia das primeiras horas: “Parecia um doidinho, aos saltos: ‘Pá, ganhámos!’” As sete comissões de moradores da
“Assumo a golpada contra os meus camaradas.” Vasco Lourenço e a conspiração para o 25 de Abril
Os choques com Spínola na Guiné: “Mas que raio de general é o senhor?” As fintas à PIDE, a revolta contra o regime e as discussões mais tensas: “Eu tive sempre uma postura de confronto.” O espanto quando ouviu pela primeira vez Melo Antunes a falar: “Quem é este gajo? Temos homem!” O plano de rapto para evitar a ida para
Filho de Otelo, parte II: “O meu pai foi definhando e acabou a vida triste”
Otelo achou que podia ter vencido no 25 de novembro, mas quis evitar mortes e uma guerra civil. As duas prisões, as duas eleições presidenciais e o longo período em que viveu com duas mulheres. Segunda parte da entrevista com o filho de Otelo, Sérgio Carvalho: “Compreendo a amargura dos filhos das vítimas das FP”.See omnystudio.com/listener for
Sérgio Carvalho: “Estava farto que o meu pai fosse o Otelo”
Os dias de Otelo em 1974/75 tal como os contou ao filho, Sérgio Carvalho. A tentativa de sedução do PCP com a viagem a Cuba, um encontro-surpresa com Cunhal, as relações com Spínola, Costa Gomes e Vasco Lourenço, os mandados em branco, a missão na Quinta do Lago, as abordagens para ser primeiro-ministro e Presidente da República. A ang
“Pus ao meu gato o nome do Otelo: é simpático, mas não é de confiança.” Manuel Monge, parte II
A “tragédia” de um dia normal no palácio de Belém. As chantagens a militares com ficheiros da PIDE. A “artimanha e jogo de cintura” de Costa Gomes, apanhado a conspirar com Vasco Gonçalves em S. João da Barra. A ida de Spínola em pijama para Tancos, quando lhe falaram na matança da Páscoa. O “medo” de Eanes
Manuel Monge: “Vasco Lourenço diz que é o Papa, mas foi só um bispo. Quem fez o 25 de Abril foi o Otelo. Depois endoidou”
A divergência com Otelo que levou à derrota do golpe das Caldas. A prisão e a libertação no dia 25 de abril. E o confronto sobre a descolonização com Melo Antunes — que levou Spínola a ameaçar dar-lhe um tiro. Entrevista ao general Manuel Monge, parte I.See omnystudio.com/listener for privacy information.
“1975 mostrou a bondade e a maldade; a crueldade e o amor.” Ângelo Correia, parte II
O respeito pelos deputados do PCP na Assembleia Constituinte: “Aquele senhor sofreu como eu não sofri”. A matança da Páscoa: “O primeiro exercício de guerra híbrida em Portugal”. As armas do 25 de novembro. A resposta de Sá Carneiro para votar a favor da Constituição (de que discordava). Cunhal, que "não quis fi
Ângelo Correia: “A sede do PPD eram uns quartinhos. O PS tinha um Palácio. Foi influência da maçonaria”
A épica implantação do PPD em Aveiro a seguir ao 25 de abril: o papel do contínuo, o militante encapuzado, o casting para as mesas nas sessões de esclarecimento, a palavra do bispo e o erro com Girão Pereira. Parte I da entrevista com Ângelo Correia: “O 11 de Março é talvez o fenómeno político mais destruidor por mui
“O 25 de novembro é o momento chichi-cama da Revolução”. Ribeiro e Castro, parte II
O CDS viveu parte da revolução às escondidas: com medo das escutas telefónicas, os dirigentes deixaram de se tratar pelo nome para usarem animais; uma funcionária era a guardiã dos ficheiros de militantes para os proteger em todos os golpes; e Ribeiro e Castro levava notas para o pai escondidas no farol do carro quando o ia visitar a Espanha. Ainda os bast
José Ribeiro e Castro: “A perseguição do PCP e da extrema esquerda ao CDS começou logo no princípio”
As conversas do pai, que era governador de Angola com Marcelo Caetano e Costa Gomes. O ambiente na Faculdade de Direito. E a influência de Adelino Amaro da Costa. Ribeiro e Castro, parte I.See omnystudio.com/listener for privacy information.
“Recebi a ordem do 25 de novembro graças à santa incompetência dos revoltosos.” Vaz Afonso, parte II
Operação Míscaros: o plano montado em segredo por um comandante da Força Aérea para desviar aviões e reagir ao 25 de novembro, levando ao recuo de Álvaro Cunhal. A descoordenação com os comandos de Jaime Neves no ataque à Polícia Militar. E a desilusão com o ex-ministro do Trabalho que o PCP enviou para Cuba e Ango
General Vaz Afonso: “O PCP usou na Força Aérea uma arma terrível: o terror dos saneamentos”
Em Moçambique, como delegado do Movimento das Forças Armadas, queimou as listas de informadores da PIDE para não serem alvo de vinganças. Na Base Aérea do Montijo conspirou com o comandante para resistir aos avanços da extrema esquerda. Na entrevista, o General Vaz Afonso, ex-Chefe do Estado Maior da Força Aérea, emocionou-se a recordar um en
João Alves da Costa. “As prostitutas ganhavam por dia o que eu ganhava num mês”
O médico que lhe disse que podia fumar marijuana nos EUA desde que não engolisse o fumo. A expansão das drogas em Lisboa nos anos da revolução. Os encontros com os fugitivos de Alcoentre. E as prostitutas que o jornalista João Alves da Costa livrou da polícia.See omnystudio.com/listener for privacy information.
“Uma das facetas do 25 de novembro foi a caça às bruxas.” Coronel Manuel Lopes, parte II
A chegada de Salgueiro Maia a Beirolas para travar a saída das armas. Os bastidores da luta pelo poder no 25 de novembro. O processo por insubordinação militar. A caça às bruxas. Os tempos como ajudante de campo de Costa Gomes. E a hostilidade contra o ex-Presidente.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Coronel Manuel Lopes: “Eu já desesperado e a criança com o dedo no gatilho”
O governador com a moldura de Salazar. A operação Zebra para desmantelar a PIDE. O encontro com o comandante da Frelimo para explicar o 25 de abril. Spots e senhas pela rádio. O subchefe preso depois de lhe levar um Toyota. A proteção a Samora Machel. E o guerrilheiro de 12 anos que lhe apontou uma Kalashnikov. As memórias do coronel Manuel Lopes, chefe da
“A vida era um festim”. O amor na revolução entre Julião Sarmento e Helena Vasconcelos
Primeiro date proposto pelo artista Julião Sarmento à ex-assistente de bordo da TAP Helena Vasconcelos, em 1974: irem a uma orgia em Cascais — em que acabaram por ficar vestidos a um canto. Uma viagem de impulso a Marrocos para irem comprar haxixe. O acordo para terem uma relação aberta. A falta de preocupação com o dinheiro. O emprego na Secretaria
“No Copcon tínhamos o poder todo. Adorei aqueles tempos”. Luís Pinheiro de Almeida, parte II
Luís Pinheiro de Almeida é a única testemunha do abraço final entre Eanes e Otelo a seguir ao 25 de Novembro. Eanes chegou ao Copcon de óculos escuros, com uma pequena pistola no coldre, não olhou para ninguém, puxou de um papel e começou a dizer nomes dos militares que deviam apresentar-se na parada. “Otelo, tem coragem”, disse-l
Luís Pinheiro de Almeida: “Otelo tinha um coração magnífico e era amigo. Mas ingénuo”
Passou a noite do 25 de abril a chorar agarrado à G3, no quartel de Mafra. Fez a primeira greve nas forças armadas. Foi corrido à pedrada nas campanhas de dinamização do MFA no Alentejo, por estar a tirar emprego aos locais. Luís Pinheiro de Almeida recorda a censura e a pancadaria quando o PCP tomou conta da sua agência noticiosa, onde trabalhava co
“Balsemão tinha uma santa aliança no Expresso com o MRPP”. Maria João Avillez, parte II
Vasco Lourenço, estremunhado, em pijama, a dizer-lhe que “o Fabião borregou”. O sogro que pôs uma gravata preta pela perda de Angola. As noitadas à espera do fim das reuniões do Conselho da Revolução. A nostalgia pelo fim do maior espectáculo que viu na sua vida — o frenético ano de 1975. E a crítica a Eanes: &l
Maria João Avillez: “Arranjei bigodes e cabeleiras para disfarçar o Grupo dos 9”
Maria João Avillez e a primeira entrevista a um Vasco Gonçalves “desconfiado”, que prometeu acabar com o seu apelido. “Não gostavam de mim nas redações: não tinham dúvidas de que eu era uma burguesa.”See omnystudio.com/listener for privacy information.
Sanches Osório, parte II: “Champalimaud não financiou o MDLP porque Spínola era burro”
A discussão sobre as refeições do Conselho de Ministros. A ameaça de tareia a um magistrado. Spínola: os berros, os pontapés debaixo da mesa, as indecisões e o passaporte com o nome do Patriarca. Vasco Gonçalves: “Um bem-intencionado, um pouco avariado da cabeça”. A manifestação da maioria silenciosa e o 11 de
Sanches Osório: “Os generais presos no 25 de Abril temeram ser fuzilados: ‘Chegou a nossa hora?’”
Sanches Osório reconstitui as primeiras 72 horas da revolução no posto de comando. A vantagem de Spínola sobre Costa Gomes para ser o primeiro presidente, que viria a ser “embarretado por toda a gente”. As crónicas do comunista Mário Castrim que influenciavam Vasco Gonçalves. E os funcionários que faziam louvores ao governo de Mar
João Soares, parte II: “Quem derrotou o PCP nas ruas e nas urnas foi o PS. O resto é treta”.
“O PCP não levou arquivos para Moscovo”, mas controlava a comissão de extinção da PIDE, que “estava um bocadinho em regime de regabofe”. A carga de pancada dos PIDES no aeroporto. O conselho do avô: “À frente dos PIDES não se chora”. A coragem física de Mário Soares e Salgado Zenha. Spínola e a
João Soares: “O Zenha dizia-me: ‘Epá, tu tens é que ser preso’”
João Soares, filho de Mário Soares, recorda como conheceu Salgueiro Maia no Largo do Carmo, onde andou a oferecer os primeiros exemplares do jornal República que não passaram pela censura. A viagem de comboio do pai desde Paris, a chegada a Santa Apolónia, e as primeiras lutas do PS: “Soares e Zenha, não há quem os detenha. Era um grande sloga
Artur Santos Silva e a ruptura com Sá Carneiro em 1974: “A saída do PPD foi um mau momento, uma coisa de muitos impulsos” — parte II
Os insultos no Bolhão a Otelo e Corvacho. A insólita reunião do Conselho de Ministros antes do cerco ao Parlamento. A conspiração entre Soares, Zenha e Sá Carneiro sobre a greve do Governo. Os 220 processos de saneamento em bancos e seguradoras. O afastamento do PPD e o pedido de demissão do Governo. Segunda parte da conversa com Artur Santos Silva:
Santos Silva: “Sá Carneiro disse-me: ‘Artur, não fique cá. Eu vou-me embora para Inglaterra’”
Artur Santos Silva passou o 25 de abril de 1974 em casa do vizinho Francisco Sá Carneiro, no Porto, que ia sabendo da revolução por telefonemas de Balsemão e Marcelo. Celebraram com champanhe e conversaram sobre a construção de um partido social-democrata. Indicou vários nomes de fundadores do PPD, mas pôs-se de fora da comissão pol&iac
Tozé Brito: “No quartel votámos contra sair à rua para travar o Jaime Neves. Ou morríamos todos ou dava guerra civil”
O músico Tozé Brito pagou dez contos a um agente da PIDE para fugir do país e exilar-se em Inglaterra como tradutor, para escapar à guerra de África. Voltou no Natal de 1974 e viveu o quente ano de 1975 nos quartéis, a dar instrução sobre armas pesadas. Participou em campanhas de alfabetização no interior, onde viu a magia da ch
Pezarat Correia: “O Vasco Gonçalves estava extremamente perturbado na parte final do governo dele”
O choque violento com Vasco Gonçalves na assembleia do MFA. As influências que viravam Otelo no Copcon. As longas reuniões do Conselho da Revolução. Os agricultores armados para se defenderem das ocupações. E a granada que rebentou numa manifestação. Segunda parte da conversa com o general Pezarat Correia, que foi membro do Conselho da
Pezarat Correia: “Estive com Spínola na Guiné e eu tinha ali um comandante. Depois, como Presidente, foi um desastre”
Histórias de bastidores da origem do Movimento dos Capitães. Conspirações arriscadas em Angola. As eleições para a comissão do MFA. A Kalashnikov que levou para o encontro com Jonas Savimbi, que “estava sempre disposto a trair tudo”. As negociações com a FNLA e o MPLA até aos acordos de Alvor. A viagem de Almeida San
José Lamego e o MRPP: “Havia uma mentalidade persecutória e um ultrapuritanismo completamente disparatado”
O recrutamento pelo MRPP e a desilusão com o irrealismo do partido. A luta corpo a corpo com um agente da PIDE que o baleou — e só não o matou porque ficou sem balas. As três detenções, a tortura e o “segredo” na prisão de Caxias. A recusa de uma fuga para Paris, por achar que ir para o exílio era prova de fraqueza. Os primei
Marcello Duarte Mathias: “Vi o 25 de abril com muita apreensão. Depois conseguiu-se aquele milagre do 25 de novembro”
O 25 de abril visto a partir da embaixada no Brasil, onde Marcello Duarte Mathias estava colocado. O desalento de José Hermano Saraiva, último embaixador antes da revolução, e a gargalhada do sucessor, Vasco Futscher Pereira. A campanha contra o pai, que tinha sido ministro de Salazar. As abordagens e promessas da CIA para tentar recolher informações. A &l
Helena Roseta: “No cerco ao Parlamento o PCP tinha frango. Lembro-me de ir ao gabinete deles a cantar ‘Eles comem tudo’”
A alegria libertadora dos abraços a desconhecidos no 1º de Maio e nas filas para votar nas primeiras eleições livres. Os dilemas antes de aderir ao PPD e os boicotes da esquerda aos comícios. As perguntas bizarras nas sessões de esclarecimento em que ensinava como se votava. O plano insensato para defender a sede do PSD no 11 de março, em que adormece
João Van Zeller: “Em Luanda, o fim criou uma inconsciência eufórica. As pessoas ficavam excitadas e faziam grandes disparates”
O medo quando se viu cercado por 20 guerrilheiros do MPLA “muito zangados”. A agitação com a chegada de Rosa Coutinho a Angola. O falhanço das informações americanas. Os encontros com Savimbi e Holden Roberto. A venda do BMW e dos eletrodomésticos para continuar a pagar contas. A máquina que imprimiu notas para pagar 18 mil salári
José Gameiro: “No meio da Revolução havia quase sexo ao vivo pelos cantos. Era a libertinagem completa”
O psiquiatra José Gameiro recorda como o 25 de abril mudou os relacionamentos. Separações (incluindo a sua), o ambiente de festa permanente sem ir a casa, a promiscuidade e as trocas de casais, os efeitos inusitados da pornografia nos cinemas. Mas também descreve o ano que passou no Alentejo a viver com um grupo de médicos, os alentejanos que achavam que viviam n
Toni e o Benfica de 1974/75: “Não devia ter entrado em campo com cartazes a falar da unicidade sindical. Meti a pata na poça”
“Fizemos eleições para capitão. Foi uma novidade. E fui eu o eleito”. Toni, velha glória do Benfica, recorda os jogos com adeptos encostados às balizas; as lutas para criar o sindicato dos jogadores, com Simões, Artur Jorge e Jorge Sampaio; os clubes que pagavam para livrar jogadores da tropa; o assédio dos partidos aos futebolistas; e a
O que viam os taxistas em 1974/75: “Já no 25 de abril se levava uma pinga a mais no aeroporto”
Os taxistas que davam informações à PIDE. A revolta contra o uso obrigatório do boné. Os novos carros que surgiram com a revolução. A divisão política dos frequentadores da noite. A “pinga a mais” cobrada no aeroporto. E os miúdos pendurados nas portas para receberem 50 centavos dos clientes. O taxista Vítor C
As mudanças na Saúde em 1974 e os doentes mais reivindicativos: “O senhor é um fascista se não me atende já”
A manifestação pelos tuberculosos, a percentagem de comissão para quem comprava os termómetros no Santa Maria, as cunhas na carreira médica, os pedidos dos doentes, a aventura do serviço médico à periferia e as doenças que mudaram. A revolução nos hospitais contada pelo médico Artur Lopes, presidente do Comit&eacut
José Roquette e a detenção em 1975 no Banco Espírito Santo: “O meu motorista apontou-me a pistola”
O ex-presidente do Sporting recorda: como foi preso duas vezes em março de 1975; os dias na cadeia em que fez greve e teve ajuda de marginais; o medo do juiz que o libertou; a fuga para Espanha; a ajuda aos membros da família Espírito Santo — e a desilusão com um funcionário que tinha apoiado e se virou contra ele.See omnystudio.com/listener for privacy inf
“Na ponte aérea, as pessoas fugiam de Luanda apavoradas e desesperadas. Tinham perdido tudo”
Pilotos a revistar pilotos para evitar a fuga de capitais. As mudanças nos passageiros. O início do fim do glamour e dos luxos. A senhora que verificava o aspeto do pessoal de bordo. E as lágrimas nos voos da ponte aérea Luanda-Lisboa. Lídia Maria, ex-hospedeira da TAP, recorda como o 25 de abril mudou a vida dentro dos aviões.See omnystudio.com/listener f
“Os juízes ligados à esquerda impunham-se quase como tiranos, com prepotência, a assustar as testemunhas”
Revoluções feitas em casa com divórcios. Ameaças de tareia para resolver problemas no Ministério do Trabalho. E a gestão política dos convites para as festas. Entrevista ao advogado (e forcado) João Nuno Azevedo Neves sobre o que mudou na Justiça em 1974/75, os colegas que escondeu em casa e a intimidação do Copcon.See om
Joaquim Letria e as eleições de 1975: “Injeções, whisky e café. Foi como aguentei 30 horas seguidas no ar”
Foi o rosto da primeira (e longa) noite eleitoral na RTP, que contou com o apoio de “um computador do tamanho de um frigorífico”. Recorda o despedimento depois de Spínola ter avisado que não queria voltar a ver “o gajo das barbas” na televisão. Confessa que mentiu a Soares e a Cunhal para os conseguir ter no grande debate em 1975. E lembra
O PREC na Igreja. “Havia uma célula do PCP no seminário”
A procissão sem padre organizada pelo PCP. A sátira ao cardeal Cerejeira. As ocupações armadas dos seminários, com Dinis Almeida a entrar "de metralhadora em riste". A perda temporária da Rádio Renascença. E o cerco ao Patriarcado. Tudo contado pelo padre Armando Duarte, último sacerdote ordenado antes do 25 de Abril.See omnystudio.com
Ana Salazar e a moda em 1974: "As pessoas faziam fila para comprar calças de ganga. Esgotavam logo"
A estilista Ana Salazar recorda a mudança da clientela, as alterações no sentido estético, os primeiros desfiles — e a influência de uma decisão de Vasco Gonçalves na expansão do negócio da moda.See omnystudio.com/listener for privacy information.
João Braga e as ações do MDLP em 1974/75: “Incendiávamos as sedes do PCP e aquilo ardia tudo”
A vaidade de Spínola, a fuga para Espanha, o disfarce de Jorge Jardim, as ações do MDLP, a perseguição ao fado e um pedido de desculpa a João Braga. “Nunca fui fascista e tenho raiva a quem foi”See omnystudio.com/listener for privacy information.
Manuel S. Fonseca: "Foi muito rápida a perda do otimismo em Angola"
A sovietização da sociedade, os esquemas para fintar o que não funcionava e a guerra vivida pelo MPLA. Manuel Fonseca conta como viveu a Revolução em Angola — onde a mãe achou que ele tinha morrido.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Zita Seabra: “Cunhal nunca aceitou que tinha perdido. Nunca”
Festa, intimidação, derrota. Zita Seabra recorda como o PCP viveu a revolução, do endeusamento de Cunhal aos ataques a Soares: “Em 1975 eu era uma miúda. Se fosse homem tinha sido apedrejado”.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Marçal Grilo e os dias mais quentes da Revolução: “Houve muita maldade nos saneamentos”
A pancadaria no Técnico. Os professores amedrontados. As estranhas reuniões com os comunistas. E a detenção de Soares Carneiro. Marçal Grilo descreve os momentos mais tensos que viveu em 1974 e 1975.See omnystudio.com/listener for privacy information.











