
Geração 40
Geração 40 é uma conversa com quem nasceu nos anos 40, uma geração que se lembra dos racionamentos e da sombra da II Grande Guerra. Viram um país fechado abrir-se à Europa. Assistiram ao salto do analógico para o digital. Hoje olham de frente para a era da Inteligência Artificial. O mundo transformou-se. Mas será este o futuro que imaginaram? “Geração 40” é uma viagem, entre memórias e desafios do presente, conduzida por Júlio Isidro.
Episodes
Gracinda Candeias: "Era uma coisa louca. Eu dava-me loucamente à arte e à pintura. Paguei com a saúde, mas também nunca casei, nem fui mãe"
Nasceu em maio de 1947, em África. De Angola guarda os espaços, as cores e o tempo. Viveu no Porto e mais tarde em Lisboa onde viu a Primavera "pela primeira vez", conta. Já convivia com a pintura em casa, mas tornou-se pintora por acidente. Viajou por diversas paragens, mas Paris foi a essência da carreira e a assinatura inconfundível da sua obra. Gosta de cores
Especial ao vivo Podfest Porto 2026 com Júlio Machado Vaz: “Esta sociedade não nos empurra para envelhecer bem, mas para comprarmos coisas que não nos façam envelhecer. Isto obriga-nos a competir com os mais novos”
Nasceu no Porto no dia 16 de Outubro de 1949. Filho de um professor universitário e de uma famosa cantora, aos 76 anos ainda há gente que o trata por “filho da Clarinha”, conta. Formou-se em medicina, especializou-se em psiquiatria e mestrou-se em sexologia. É conhecido pelo país inteiro que se prende às suas palavras de notável comunicado
José Cid: “Vou desossar a inteligência artificial e transformá-la naquilo que ainda tenho, a inspiração natural”
Nasceu a 4 de Fevereiro de 1942, na Chamusca. Poderia ter sido advogado, mas a barra dos tribunais não o atraía. Ou professor de ginástica – gostava da barra fixa, mas o sonho era outro. Fez um flic flac na vida e defendeu a tese de que tinha nascido para a música. Aos 14 anos, fundou o seu primeiro conjunto, assim se chamavam as bandas, Os Babies, a fazerem vers&
Ana Margarida Magalhães: “Adorei ler 'Os Lusíadas', o que os outros encontraram na matemática eu encontrei nas letras. Fazia cronometragem para perceber se consiga ler mais rápido”
Chama-se Ana Maria Borges de Oliveira Martinho e nasceu em abril de 1946. Em casa era a Anny, a menina que lia vorazmente e afirmava que queria ser escritora. E foi. O primeiro livro que leu, A Casa de Vidro, talvez tenha sido a semente. Antes de terminar o curso de Filosofia, foi professora de português em Moçambique. Ana Magalhães é uma contadora de históri
Toni: “O amor lá em casa sempre nos foi dado pela mãe, que estava sempre por perto. O amor de mãe fica para a vida e fica até à morte”
Nasceu em Anadia, Mogofores, em outubro de 1946. O país conhece-o por Toni e é um dos futebolistas mais queridos dos adeptos. Benfiquista desde sempre, começou a jogar no lar da Igreja e acabou no Estádio da Luz e como titular na Seleção Nacional. Quando sentiu que as botas lhe pesavam abraçou a carreira de treinador. Como Mister Toni trabalhou em s
Teresa Ricou: “Não quero que o Chapitô seja uma instituição, no dia que acontecer... não sei. Assusta-me. 40 anos depois acredito que ainda é um projeto”
Nasceu em Praia de Granja em novembro de 1946. Filha de mãe brasileira e de pai português que nasceu na Suíça, foi sempre uma criança com muita energia, fruto da mistura da família. É conhecida por todos como Teté, criadora da maravilhosa personagem da mulher palhaço. Viveu em Angola, partiu de casa dos pais aos 16 anos e andou pelo pel
Coronel Vasco Lourenço: “Não tinha apetência para a farda e era disso que as meninas gostavam, mas o que sempre senti é que tinha tendência natural para liderar”
Nasceu em Lousa, no concelho de Castelo Branco, em junho de 1942. Cresceu na pequena freguesia de Lousa com cerca de 600 habitantes. Frequentou o Liceu Nuno Álvares até perceber que queria “ir para a tropa, os pais queriam que fosse padre, médico ou engenheiro. Foi para Lisboa para estudar na Academia Militar, aos 18 anos. Era um bom cadete, mas a farda não lhe fi
Helena Roseta: “O poder é muito importante e muito necessário mas se há abusos podemos assistir a guerras como as de hoje”
Nasceu em dezembro de 1947, em Lisboa. Estudava muito, era um “bocado machona” e andava sempre “metida em tanta coisa” que deixava tudo para a “última hora”. Queria ser arquiteta e saiu de Belas-Artes com uma nota final de 17 valores. Trabalhou com os melhores, entre eles Nuno Portas e Gonçalo Ribeiro Telles. As questões da habitaç&at
Filipe La Féria: "Enquanto vivi em Londres estive sempre a trabalhar, servi muito à mesa. Era empregado num restaurante onde iam os artistas, aquilo para mim era um sonho"
Nasceu em Aldeia Nova de São Bento, no concelho de Serpa, no Alentejo, em maio de 1945, poucos dias depois do fim da Segunda Guerra na Europa. Era o mais novo de seis irmãos de uma família de lavradores e ganadeiros abastados. Todos queriam que estudasse para ser doutor, veio para Lisboa para estudar na Faculdade de Letras, mas o teatro falou mais alto. Passou a frequentar a E
Lídia Franco: “Pela primeira vez não acredito na minha idade. É mentira eu nao tenho 82 anos! Estava no banho e a rir a pensar sobre isso"
Nasceu em Lisboa a 23 de março de 1944. Tinha três anos quando posou para a revista “Modas e Bordados”. Foi crescendo no seio de uma família tradicional e aos 11 anos deu início aos estudos de ballet. É neta da escritora, atriz e responsável pelo teatro radiofónico da Emissora Nacional. Estreou-se em televisão como apresentado
Adriano Jordão: "O piano apareceu lá em casa porque alguém devia dinheiro ao meu avô em casa e pagou o que devia com o piano e em gabardines"
Nasceu em Angola a 18 de Setembro de 1946. Veio com a família para Lisboa com pouco mais de um ano e meio. Aos quatro anos não largava o piano vertical. A paixão pela música cresceu durante o Liceu. Formou-se em Direito, mas a música esteve sempre em primeiro lugar. Tirou o curso de piano no Conservatório Nacional de Música. Em 1969 deu o primeiro c
Rui Pedro Silva na estreia de Geração 2000: “O que é bom no meu tempo é a mudança, é a vontade de mudar”
Na estreia do podcast Geração 2000, Manel Rosa senta-se à conversa com Rui Pedro Silva, 22 anos, nascido em Oliveira do Douro, e já com um percurso que desmente qualquer ideia de que esta geração anda à deriva. Entre memórias de um primeiro contacto com o teatro num campo de férias — ainda sem saber bem ao que ia, mas com vontade
Isabel Ruth: "Quando brincava em criança gostava de ser vendedora de fruta. Gostava das cores, do cheiro, mas nunca tinha pensado ser atriz"
Nasceu em abril de 1940, em Tomar. Todos a conhecemos como o rosto do novo cinema português em “Verdes Anos”, de 1962. Escritora de poesia, desenhadora, pintora, autora e intérprete de canções. Tudo começou aos 5 anos, quando viu uma menina a dançar “em pontas”. Soube que queria ser bailarina, e foi. Viu teatro na televisã
Geração 2000: oiça aqui o trailer do novo podcast de Manel Rosa
A geração que inaugurou o século XXI cresceu entre dois mundos: começou com Nokias 3310 e hoje vive com smartphones sempre na mão. Foi a primeira a descobrir a Internet em casa, a levar para a escola o computador Magalhães e a trocar a televisão pelo YouTube. Também foi a geração que ouviu falar da troika ainda em crian&cce
Eduardo Barroso: “Depois do pós-guerra estivemos três meses em Goa. Fomos ter com o meu pai, no ano em que houve a invasão, foi nessa altura que o conheci”
Nasceu em Lisboa a 26 de janeiro de 1949. Filho de médico e de engenheira química, seguiu a profissão do pai e é um dos mais reconhecidos cirurgiões na área da cirurgia e ou bio pancreático. Operou três Presidentes da República - o tio, Mário Soares, e o amigo de infância e “irmão” Marcelo Rebelo de Sousa
Graça Morais: "Cresci a pôr-me em bicos de pés na janela da minha escola para ver a minha mãe à porta a regar o jardim. Às vezes ia a correr buscar a minha merenda e voltava, em crianças andamos sempre a correr e nem sei bem porquê"
Nasceu em Vieiro, Vila Flor, a 17 de março de 1948. A menina transmontana frequentou a escola primária em Vieiro, em 1955. Sempre quis ser pintora, começou pelos lápis de cor até que um dia o pai lhe ofereceu uma caixa de aguarelas que gastou até ao fim. Com nove anos disse à mãe o que queria ser quando fosse grande e ouviu: “Pintora? P
Bagão Félix: “Procuro viver a minha velhice de uma forma livre. Não estamos presos ao tempo físico e podemos aproveitar o tempo espiritual. Já não faço fretes nem tenho desculpas”
Nasceu em Ílhavo em abril de 1948. Chegou a Lisboa aos 17 anos para frequentar o Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras. Terminado o curso, fez o serviço militar durante três anos na Marinha Portuguesa. Tem repartido a vida entre o mundo das finanças e o serviço público, foi secretário de Estado nas áreas do Traba
Alice Vieira: "Quando perguntavam às minhas tias o que faziam as sobrinhas elas falavam da médica e depois da Alice que andava 'naquela vida'. Parecia que andava na má vida"
Nasceu em março de 1943. “Saiu” de casa com 15 dias e foi criada por duas tias, a Dona Aurora e a Dona Maria Arminda, ainda hoje vivas. Fez o liceu e formou-se em Filologia Germânica, na Faculdade de Letras de Lisboa. Aos 18 anos, já era jornalista no Diário de Lisboa. Foi numa redação que conheceu o marido e pai dos filhos, o escritor e cr&iacu
António Sala: “A primeira coisa que me encantou em Lisboa foram os elétricos, fui pendura dos elétricos e saltar em movimento para fugir do pica bilhetes era uma arte. Não era para todos”
Nasceu em Vilar de Andorinho, em Vila Nova de Gaia, numa manhã cedo do dia 14 de janeiro de 1949. Ainda bebé mudou-se com a família para Oliveira do Douro, onde viveu até aos 10 anos. Depois da separação dos pais, veio para Lisboa e foi na capital que estudou e encontrou a sua vocação na rádio. Foi menino de coro da Igreja, mas ma
Maria João Avillez no Geração 40: “Um jornalista é curioso, a curiosidade é um instrumento que se tem ou não se tem. Ser bisbilhoteiro é completamente diferente”
Nasceu em Lisboa no final da 2ª Guerra Mundial. Cresceu no seio de uma família grande, de origem aristocrática, numa casa que conserva grandes memórias. São três irmãs que seguiram caminhos diferentes, e o caminho de Maria João Avillez estava destinado à comunicação social. Estreou-se em televisão aos 17 anos, fundou
Geração 40: oiça aqui o trailer do primeiro podcast original de Júlio Isidro
Geração 40 é uma conversa com quem nasceu nos anos 40, uma geração que cresceu com os racionamentos e a sombra da guerra. Viram um país fechado abrir-se à Europa. Assistiram ao salto do analógico para o digital. Hoje olham de frente para a era da Inteligência Artificial. O mundo transformou-se. Mas será este o futuro que imaginar











