
Geração 80
O podcast 'Geração 80' explora os anos 80 em Portugal, uma década marcada pela consolidação da democracia e pela adesão à CEE. Através de entrevistas com portugueses nascidos nessa época, o programa revisita a criatividade e o impacto cultural do período. Conduzido por Francisco Pedro Balsemão, nascido em 1980, o podcast oferece um olhar nostálgico e reflexivo sobre essa década.
Episodes
Rui Pedro Silva na estreia de Geração 2000: “O que é bom no meu tempo é a mudança, é a vontade de mudar”
Na estreia do podcast Geração 2000, Manel Rosa senta-se à conversa com Rui Pedro Silva, 22 anos, nascido em Oliveira do Douro, e já com um percurso que desmente qualquer ideia de que esta geração anda à deriva. Entre memórias de um primeiro contacto com o teatro num campo de férias — ainda sem saber bem ao que ia, mas com vontade
Geração 2000: oiça aqui o trailer do novo podcast de Manel Rosa
A geração que inaugurou o século XXI cresceu entre dois mundos: começou com Nokias 3310 e hoje vive com smartphones sempre na mão. Foi a primeira a descobrir a Internet em casa, a levar para a escola o computador Magalhães e a trocar a televisão pelo YouTube. Também foi a geração que ouviu falar da troika ainda em crian&cce
Maria João Avillez no Geração 40: “Um jornalista é curioso, a curiosidade é um instrumento que se tem ou não se tem. Ser bisbilhoteiro é completamente diferente”
Nasceu em Lisboa no final da 2ª Guerra Mundial. Cresceu no seio de uma família grande, de origem aristocrática, numa casa que conserva grandes memórias. São três irmãs que seguiram caminhos diferentes, e o caminho de Maria João Avillez estava destinado à comunicação social. Estreou-se em televisão aos 17 anos, fundou
Geração 40: oiça aqui o trailer do primeiro podcast original de Júlio Isidro
Geração 40 é uma conversa com quem nasceu nos anos 40, uma geração que cresceu com os racionamentos e a sombra da guerra. Viram um país fechado abrir-se à Europa. Assistiram ao salto do analógico para o digital. Hoje olham de frente para a era da Inteligência Artificial. O mundo transformou-se. Mas será este o futuro que imaginar
Os mais ouvidos de 2025, com Ricardo Quaresma: “Um dia cheguei a casa e disse vou trocar o futebol pelo hóquei e a minha mãe disse: 'tu és maluco'”
Nasceu em setembro de 1983, em Lisboa. A mãe é africana e o pai de etnia cigana. Viveu no Casal Ventoso com os pais e o irmão mais velho até ir para o Sporting. O dia-a-dia dividia-se entre a escola e a rua, onde passava grande parte do tempo a jogar à bola. O pai esteve ausente quase dois anos, a mãe trabalhava de manhã à noite e durante ess
Os mais ouvidos de 2025, com Margarida Vila-Nova: “Quero que os meus filhos tenham admiração não só pela mãe, mas também por todas as mulheres”
Nasceu em junho de 1983, em Lisboa. Filha única de pais ligados à produção na área do audiovisual. É uma das mais talentosas atrizes portuguesas. Tem uma longa e brilhante carreira em televisão, cinema e teatro, apenas interrompida por uns sabáticos anos em Macau. Ali, interrompeu a carreira como atriz para dedicar-se às “folhas
Especial Tribeca com Vasco Pereira Coutinho: “Quando disse que ia para Roma, para o seminário, a minha mãe disse-me que nao podia ir porque tinha problemas de costas e lá não tinham ginásio”
Nasceu em maio de 1987, em Lisboa. Cresceu numa família de “betos desempoeirados” com uma educação “rígida”, mas sem amarguras ou amarras. No colégio nunca foi adorado pelos colegas e não tinha muitos amigos, mas a ida para o Liceu foi o “auge da liberdade”. A ligação ao teatro vem da infância e das i
Trailer: Júlia Palha regressa com o Geração 90
Na nova temporada do Geração 90, Júlia Palha volta a abrir as portas à geração que cresceu com a revolução digital e que vive ansiosa em relação ao futuro. Neste podcast, fala-se de forma leve do peso que acarretam os sonhos e as expectativas. Estreia-se a 07 de outubro, com novas conversas todas as semanas. O Geraç&atild
Ricardo Quaresma: “Nunca ninguém me tratou mal, mas sentia que as pessoas olhavam para mim de maneira diferente. Quando diziam: ‘ó cigano, passa a bola’, sentia que não era com carinho, mas com maldade. As palavras importam”
Nasceu em setembro de 1983, em Lisboa. A mãe é africana e o pai de etnia cigana. Viveu no Casal Ventoso com os pais e o irmão mais velho até ir para o Sporting. O dia-a-dia dividia-se entre a escola e a rua, onde passava grande parte do tempo a jogar à bola. O pai esteve ausente quase dois anos, a mãe trabalhava de manhã à noite e durante ess
Júlio Resende: "O meu pai é angolano, nasceu português, era Portugal na altura. Quando voltaram não tinham nada e conseguiram construir alguma coisa que permitiu-lhes dar-me aulas de música"
Nasceu em junho de 1982, em Faro. O pai, africano, nascido em Angola e veio para Portugal “sem nada” e começou a dar aulas de música ao filho Júlio. Com quatro anos recebeu o “brinquedo favorito” - “um pequeno teclado” onde aprendeu a tocar. Aos 10 anos já compunha melodias. Foi para Paris, de Erasmus, atrás do Jazz e da Filoso
Carlos Guimarães Pinto: “Gosto muito de ser livre, de poder fazer coisas, de ter projectos. E ter uma organização como a Iniciativa Liberal a depender excessivamente de ti também retira alguma da tua liberdade porque sentes uma obrigação moral de estar presente”
Nasceu em agosto de 1983, em Espinho. Economista, deputado e ex-presidente da Iniciativa Liberal, cresceu no seio de uma família operária. A paixão pela matemática surge como um dos motores do seu percurso académico e profissional. As experiências marcantes que viveu no estrangeiro, especialmente durante o período em que esteve no "país menos
Margarida Vila-Nova: “A nossa geração é uma sobrevivente. Crescemos num limbo, acho que soubemos reinventar-nos a cada crise económica que vimos passar. Agora estamos perto de uma guerra. Eu penso: ‘Mas quando é que isso fica fácil para a minha geração?’”
Nasceu em junho de 1983, em Lisboa. Filha única de pais ligados à produção na área do audiovisual. É uma das mais talentosas atrizes portuguesas. Tem uma longa e brilhante carreira em televisão, cinema e teatro, apenas interrompida por uns sabáticos anos em Macau. Ali, interrompeu a carreira como atriz para dedicar-se às “folhas
Gustavo Carona: “É um pouco fútil falar de uma perda desportiva depois de ter perdido tanto e de ter visto outras pessoas perderem tudo. Foi essa tristeza que fez querer sem médico”
Nasceu em outubro de 1980, no Canadá. Os pais mudaram-se para Toronto depois do 25 de Abril com “medo de que o país virasse muito à esquerda”. Regressou a Portugal com 2 anos, o pai era engenheiro químico e a mãe professora de física e química. Cresceu no Porto é adepto de futebol e do clube da terra. Fez bodyboard até aos
Marisa Liz: “Perdi o meu pai aos 8 anos e a única ligação que tenho a ele é a música. Com 11 anos queria pintar o quarto de preto porque só ouvia a The End, dos The Doors. A minha mãe ficou preocupada”
Nasceu em outubro de 1982, em Lisboa. Desde pequena que a música foi uma espécie de “refúgio” e forma de conexão com o mundo. Sentia-se deslocada das outras crianças, brincava muito sozinha e ouvia músicas que não eram para. Nasceu Marisa Pinto Oliveira Pinto e é hoje Marisa Liz. Aos 12 anos fez parte dos Onda Choc, no 9º
Rui Pereira: “Disse à minha mãe que um dia ia ter orgulho do filho, porque um barman não está aqui só para beber copos e ter uma vida louca. Podemos contribuir para a sociedade e ser uma profissão digna”
Nasceu em maio de 1984 em Vila Praia de Âncora. Foi lá que cresceu e para lá que regressa sempre que procura um “porto de abrigo”. A infância foi passada a brincar na rua com os amigos com quem ia para a praia de manhã e só regressava à noite (com um escaldão). Foi na fase mais “negra” da vida, durante uma depress&a
Branca Cuvier: “Tive uma relação péssima com a escola. Preciso do meu ritmo para aprender e fazer as coisas acontecerem. Era péssima aluna e precisava de associar tudo a histórias O formato escola não funcionou para mim”
Nasceu em outubro de 1984, em Lisboa. Cresceu numa família de artistas e não podia ser a excepção. O bisavô foi o escultor do Padrão dos Descobrimentos, é filha e neta de artistas plásticos. Foi um dia na Feira da Ladra que sentiu o “clique” para o desenho. Começou pela joalharia e na passagem por Amesterdão, onde fez
Hélder Postiga: “O meu pai era pescador e a felicidade dele contagiava todos. Guardo esses momentos na memória porque marcam e sei que custaram sofrimento e dedicação para serem alcançados”
Nasceu em agosto de 1982, em Vila do Conde. Cresceu numa família de pescadores das Caxinas, lugar que já deu ao país alguns dos maiores futebolistas do mundo. A família era humilde, mas “felizes com pouco”. Tem dois irmãos e a irmã mais velha foi como uma segunda mãe. Deixou a escola para seguir o sonho de muitas crianças: ser jog
Duarte Rosado: "Senti uma vontade enorme de largar tudo, uma alegria e um desejo gigante de poder dar a vida por Jesus. Pensei que se dormisse passasse, mas não passou!”
Nasceu em setembro de 1985, no Porto. Cresceu numa família católica e ia à missa todos os domingos. Teve uma educação “rija” e “rígida”, mas “sempre com amor em casa”. Estudou em escolas católicas, mas a escola nunca lhe interessou muito. Gostava das aulas de artes e música, mas desde cedo percebeu que &ldq
Marina Gonçalves: “O que mais ouvi foi que não tinha experiência e que não sabia o que era a vida. Essa é sempre a discussão mais fácil”
Nasceu e cresceu em Caminha e é lá que regressa quase todos os fins de semana. É a irmã mais velha, “a segunda mãe", do irmão oito anos mais novo. Desportista desde pequena, tem um curso de mergulho e foi jogadora de voleibol até à faculdade. “Era boa a receber e a distribuir”, recorda. Deixou Caminha pela primeira vez para
Lourenço Ortigão: “O meu pai tinha dois empregos e estava muito tempo fora para sustentar uma família com três filhos. Andei em escolhas públicas porque os meus pais preferiram investir esse dinheiro em desportos”
Nasceu em agosto de 1989, em Lisboa. É o mais novo de três irmãos, o caçula da família que andou sempre atrás dos mais velhos, o mais “rebelde” e que gozou de uma educação mais liberal. Cresceu na Beloura, Sintra, e estudou em Cascais. Sempre em escolas públicas porque os pais preferiram investir no desporto. Desde pequ
Inês Aires Pereira: "Nasci no Porto num mundo onde a minha maneira de ser não se encaixava com os tios e tias. Era a "Inês louca". Quando vim para Lisboa conheci pessoas ainda mais loucas"
Nasceu em julho de 1989, no Porto. Cresceu no mundo “beto da Foz”, conservador, rodeada de irmãos rapazes onde às vezes se sentia “deslocada”. Desde pequena que quer ser atriz. Em criança não conseguia fugir das câmaras e acabava a “estragar” todos os filmes que os pais faziam nas férias. Mudou-se para Lisboa para vir est
Gisela João: “A geração de agora está mais preparada para receber elogios. Acho que a nossa geração percebeu que devia instigar mais os filhos para que acreditassem mais neles próprios”
Nasceu em novembro de 1983 em Barcelos, cidade onde cresceu e morou até se mudar para o Porto. É a mais velha de sete irmãos, a "fazedora" e cuidadora da família e dos mais novos. Em criança nem sempre teve os brinquedos que queria. A família trabalhava na indústria têxtil e a vida era “simples”, mas “nunca faltou a alegria&r
Carolina Patrocínio: “Trazemos uma herança de um Portugal antigo e mais fechado, com pouca aptidão para se modernizar e de repente estamos aqui empacotados com mundo novo pela frente, com acesso total à informação, com as redes sociais”
Nasceu em maio de 1987 em Lisboa, onde cresceu e viveu rodeada de cinco irmãs. Hoje, são os quatro filhos que lhe ocupam grande parte do tempo de Carolina Patrocínio, protagonista de um novo documentário sobre a sua vida. Conhecida apresentadora da SIC e SIC Mulher, nesta conversa com Francisco Pedro Balsemão revela como foi crescer no seio de uma família
Raquel Oliveira: “O dia a dia de um cientista é bom e bastante social, aquela ideia do cientista trancado no laboratório não é de todo verdade”
Nasceu e cresceu no Porto em 1980. O pai era magistrado e a mãe pintora. Sempre gostou de matemática, mas até à vida adulta quis ser bailarina. Trocou o bailado pela bioquímica e apaixonou-se pela "fascinante dança" dos cromossomas. Depois de uma passagem pelo estrangeiro, regressou a Portugal e hoje lidera o laboratório de Dinâmica de Cromoss
André Luís: “Quando falamos de economias criativas, a maioria da sociedade vê como algo pequeno, sem impacto. Estamos a tentar mostrar que somos muito importantes”
Cresceu em Setúbal no início dos anos 80. Em pequeno gostava de desenhar e esculpir, para desgosto do pai queria ser artista. Estudou Design Industrial porque queria ser animador da Disney, mas o caminho foi outro. Aos 23 anos abriu a primeira empresa, que acabou por falir. Mais tarde a paixão pelo Vitória de Setúbal levou-o ao clube e à direç&atild
Marlene Vieira: “Os espanhóis estão mais tempo à mesa do que nós, mas a falar sobre comida não há como os portugueses”
Nasceu em junho de 1980, numa pequena aldeia na Maia. Em pequena a cozinha não lhe dizia nada e a comida muito menos. Tinha “mau garfo” e para ela a cozinhar era ver a avó fazer comida para 20 pessoas. Aos 12 anos apaixonou-se pela cozinha, profissional durante as voltas que dava com o pai a vender a carne pelos restaurantes da região. Foi em Nova Iorque, anos mais
Rui Maria Pêgo: “Pensar é um trabalho e também não é muito bem vista num país como Portugal, há a ideia de que quem só vive para pensar é coisa de rico”
Nasceu em janeiro de 1989, em Lisboa. Era o “nerd” da família, fascinado por dinossauros e fã de Harry Potter, que aos 13 anos tinha uma escola de magia online. Em casa, os pais sempre fomentaram o pensamento crítico, na escola foi sempre um bom aluno - “até ao sexto ano”- mas a adolescência foi "difícil", confessa. Estudou nos
Margarida Balseiro Lopes: “As críticas às novas gerações são o resultado de alguma condescendência. Não estão disponíveis para trabalhar até a meia-noite, todos os dias, e por isso estão mal?”
Nasceu em setembro de 1989, na Marinha Grande. A mãe era educadora de infância, o pai jornalista e diretor do jornal regional. Era na redação onde o pai trabalhava que passava as tardes a fazer “patifarias”. Quis ser bailarina e jornalista, mas quando se cruzou com a política e com o direito percebeu que era o caminho a seguir. Depois de um debate
Salvador Martinha: “Em criança o teu trabalho é a escola, se és mau isso mexe com a tua autoestima. Felizmente jogar bem à bola trouxe-me alguma popularidade, mas o que fazia mais por ela era o meu sentido de humor”
Nasceu em Abril de 1983, em Lisboa. Em criança era uma “matraca”, em adolescente mais tímido. Sempre gostou do palco e não esquece a festa de aniversário do tio onde agarrou no microfone, subiu ao palco e contou umas piadas. A mãe sempre soube que o filho ia ser humorista, já o pai... foi mais cauteloso e “preocupado”. Hoje, aos 81
Soraia Chaves: “Chocou-me o impacto que 'O Crime do Padre Amaro' teve nas pessoas. A banalização e a hipersexualização entristeceu-me na altura porque é algo que vejo como belo e que foi julgado como uma coisa vulgar”
Nasceu em junho de 1982, em Lisboa. Cresceu na Trafaria, para onde os pais se mudaram quando tinha cinco anos. É a quarta de cinco irmãs. Sempre foi tímida e reservada. Em criança queria ser fotógrafa e jornalista - acabou atriz. A ligação ao cinema vem de pequena, nos tempos livres passava horas a devorar a enorme coleção de VHS do pa
Plutónio: “Vim do bairro e de um meio que trouxe muitos problemas a mim, a amigos, familiares e até à minha mãe. Sinto que a música conseguiu salvar-me”
João Ricardo Colaço nasceu em junho de 1985, em Lisboa. A família deixou Moçambique para fugir à guerra e fixou-se no bairro da Cruz Vermelha, em Cascais. Foi lá que cresceu. É o Dudu para a família e amigos, e Plutónio para a maioria dos portugueses. É o mais novo de oito irmãos. A paixão pelo rap começou a
Geração 80. Trailer: 2ª temporada
Está a chegar a segunda temporada de Geração 80, o podcast que dá voz a uma série de portugueses nascidos nessa década brilhante, num regresso ao futuro guiado por Francisco Pedro Balsemão. O primeiro episódio sai já a 6 de março em todas as plataformas e nos sites da SIC Notícias, SIC e Expresso. Não percam! Livre
Geração 60: perante o mundo atual, o que têm a dizer os que mais acreditaram no progresso e na conquista de direitos?
Nasceram na ditadura, cresceram na democracia e saborearam a liberdade. Tiveram possibilidades que os pais e os avós não conheceram. Mais acesso à educação, à saúde e à habitação. Assistiram a mudanças sociais mais justas, a grandes inovações e ao arranque da transformação tecnológica. P
Especial ao vivo no Tribeca com Gabriela Barros: “Não me sinto imigrante, mas sinto-me de lugar nenhum. Tenho referências belgas, francesas, brasileiras, portuguesas. Sinto-me um bocado de todo o lado”
Nasceu em agosto de 1988, em Bruxelas. Filha de mãe portuguesa e pai brasileiro, sempre se sentiu uma “mulher do mundo”. A educação foi belga, com referências francesas, portuguesas e brasileiras. Os pais conheceram-se no Rio de Janeiro, mas foi em Bruxelas que se fixaram. Ser cantora era o “grande plano de vida” em criança - talvez ainda seja o de hoje - e por isso trouxe para este podcast alguns
Bárbara Tinoco: “Esta geração sente uma culpa gigante por descansar e não estar a ser produtiva. É por isso que chegamos a um ponto de exaustão”. Oiça aqui a estreia de Geração 90, com Júlia Palha
É neta de um poeta e de um cantor. O pai tinha uma loja de música e ensinou-a a tocar guitarra aos 13 anos - talvez seja por isso que não percebe como é que os pais a deixaram estudar música. “Não faz ideia” como é que torna as músicas em hits, mas acredita que um artista se faz de tentativas e de “errar demasiadas vezes”. Em 2018, ficou conhecida por causa uma audição num programa de televisão, n
Trailer: Geração 90
Júlia Palha abre as portas à geração que cresceu com a revolução digital e que vive ansiosa em relação ao futuro. No Geração 90, fala-se de forma leve do peso que acarretam os sonhos e as expectativas. Todas as terças-feiras novos episódios.See omnystudio.com/listener for privacy information.
João Sousa: “O ténis deu-me tudo o que tenho. Anunciar o fim da carreira foi das decisões mais difíceis da minha vida. Mas é um até já, não é um adeus”
Nasceu em 1989, em Guimarães. O pai, juiz e tenista amador, levava-o para os torneios de ténis que fazia com amigos ao fim de semana. “Ele dizia sempre que se ficasse quietinho e me portasse bem, no final do jogo jogava um bocadinho comigo. E eu ficava ali, uma hora, à espera”, recorda. Competitivo desde pequeno - “até a jogar às cartas” - começou no futebol, mas foi no ténis que encontrou uma pai
Nininho Vaz Maia: “Chegar ao Verão era a nossa maior alegria porque tínhamos os monitores no bairro e uma porta aberta para criar. Não saíamos do bairro porque não tínhamos como sair para outro sítio. Não tínhamos ninguém; o meu pai estava preso, o pai do meu amigo estava preso, os nossos tios estavam presos. Aquele projeto era nossa saída do bairro”
Nasceu em fevereiro de 1988, em Lisboa. Viveu no bairro da Picheleira, antigo bairro da Curraleira - um dos maiores e mais antigos bairros de barracas de Lisboa. Foi aí que os pais se conheceram. A família paterna é cigana, os pais cresceram juntos e viviam “porta com porta”. Estão juntos desde os 11 anos. “Gosto muito da história deles.” É cigano e cresceu no bairro com a comunidade. A vida era c
Sara Cerdas: “Na minha altura o tamagotchi tinha de ficar desligado nas aulas, agora são os telemóveis. Os tempos mudaram”
Nasceu e cresceu no Funchal. A mãe é madeirense, o pai costa-riquenho. Estudou Medicina na Universidade de Lisboa e especializou-se em Saúde Pública, na Suécia. Era onde estava quando recebeu uma chamada, num jantar com amigos e colegas de trabalho. Do outro lado o convite para integrar as listas do PS para o Parlamento Europeu. Os amigos nem queriam acreditar e a própria nem sabia se estava à alt
Joana Schenker: “A minha parte alemã é aquela em que chego a horas a todo o lado, o meu lado descontraído e fácil de lidar é o que ganhei de Portugal. Tentei ao longo dos anos ir buscar as coisas boas de cada cultura”
Nasceu em outubro de 1987. Joana Schenker tornou-se uma figura incontornável no mundo do bodyboard, tendo sido coroada campeã mundial da modalidade em 2017. Nascida em Faro mas foi nas ondas de Sagres que cresceu, zona com uma comunidade robusta de praticantes de bodyboard. Schenker não escolheu a modalidade, mas o grupo de amigos "com o desporto lá incluído". "Os miúdos mais fixes da escola fazia
Virgílio Bento: “Fui educado com uma mentalidade americana. Os EUA são bem sucedidos porque têm um espírito de que tudo é possível e todos aceitam bem o risco. Lá, falhar é currículo; em Portugal e na Europa, é cadastro”
Nasceu em julho de 1984. Cresceu na Guarda, com os pais e o irmão, mas aos 8 anos a dinâmica da família mudou. O irmão foi atropelado numa passadeira e os pais dividiram-se entre Coimbra - onde estava a ser tratado - e a Guarda. A infância foi marcada pelo acidente que quase deixou o irmão em estado vegetativo. "O meu irmão hoje consegue ter vida social e ser minimamente independente, graças ao am
André Santos: “Lidar com a eutanásia leva-nos para buracos e, por muitos mais anos que tenhamos de profissão, nunca vamos habituar-nos a perder um paciente”
Nasceu em Lisboa em março de 1988. Sempre quis ser veterinário, mas pelo meio foi jogador de ténis. Deixou o ténis quando entrou para a faculdade, mas continuou sempre ligado ao desporto. Para o Geração 80, André Santos trouxe uma raquete de ténis e a Azeitona, a sua cadela que dormiu a entrevista praticamente toda, mas não deixou de se abanar quando teve mesmo de ser. Estudou na Universidade Lus
Cláudia Semedo: “A minha mãe nasceu em Goa, o meu pai na Guiné. Tenho todos os traços do mundo, nunca me senti estranha e tenho a sensação de que tudo me é familiar”
Nasceu em janeiro de 1983, em Lisboa. Cresceu na Madorna onde vivia com os pais e as duas irmãs. Sempre foi a menos “certinha” das três e a mais energética. Os pais deixaram a Guiné e começaram do zero uma vida em Portugal. O pai começou por trabalhar nas obras, mas graças às aulas de português, inglês e francês que dava aos colegas conseguiu uma carreira como gerente na FNAC. Tem um familiar em q
João Manzarra: “Quando saía da escola era quase sempre assaltado e o momento de viragem deu-se quando contei ao meu cabeleireiro. Disse-me para lhes pedir um cigarro sempre que me sentisse ameaçado”
Nasceu em junho de 1985, em Lisboa. Da infância recorda as férias no Meco, os passeios de bicicleta e as idas às amoras. Eram tímido e assustadiço, o “contraste” do homem que é hoje. Tinha “medo” de dormir às escuras, “chorava” nos escuteiros, e as idas da escola para casa eram um "inferno" porque era quase sempre assaltado - até ao dia em que pôs em prática os conselhos do cabeleireiro Manuel. Co
Rita Nabeiro: “O meu avô tratava-me sempre de forma carinhosa, assim: 'então, minha linda', e eu sentia-me super especial. A trabalhar, deu-me sempre espaço para aprender”
"Fiz um bocadinho de tudo quando comecei a trabalhar. A equipa de marketing era 'me, myself and I' no início". Quando deu os primeiros passos a trabalhar com o avô, o fundador da Delta, andava de sapatos desportivos e Rui Nabeiro ficava a olhar - espantado - para ela. Foi a primeira a usar um Macintosh na empresa, um pequeno sinal que marcaria a diferença que veio trazer para dentro da empresa fam
Hugo Viana: “O futebol português está a mudar, o Benfica mudou de presidente e o Porto agora também. As coisas estão a mudar”
Nasceu em janeiro de 1983, em Barcelos, onde cresceu e viveu até aos 14 anos. Os pais trabalhavam o dia todo e o Hugo ficava com a avó, que vivia a 2 minutos do antigo estádio do Gil Vicente. Era ali que passava grande parte do dia, a ver os treinos e a observar o que os jogadores vestiam, que carro tinham e como se comportavam. Tinha jeito para a bola e com 14 anos foi para o Sporting. Aos 16 já
Branko: “No verão enchíamos a mala do carro e viajávamos pela Europa. No Mónaco ficámos só parados à frente do Casino de Monte Carlo, a ver os carros a chegar para depois irmos dormir no parque de campismo”
Nasceu em abril de 1980, na Amadora, em Lisboa. É João Barbosa, mas todos o conhecem por Branko. Em miúdo não gostava de jogar à bola na rua e passava muito tempo fechado no sótão de casa a criar os próprios “beats”. O primeiro melhor amigo foi o minidisc e o microfone que levava para todo o lado para gravar o barulho dos comboios, as conversas das pessoas e os sons da rua. Cresceu mergulhado nos
Gonçalo Almeida Ribeiro: “Nós não somos a geração que se aburguesou, mas somos a geração que é filha daqueles que se aburguesaram e que cresceu numa família rica, próspera e optimista”
Nasceu em dezembro de 1983, em Lisboa. Em criança nunca teve “especial jeito” para o desporto e não tinha o sonho de ser jogador de futebol. Foi sempre um miúdo com uma “curiosidade intelectual anormal”. Ficava horas a ouvir, “com muita atenção”, as conversas dos adultos e com 9 anos já tinha uma paixão: a História. É filho de um jurista, mas seguiu Direito porque era um “curso amplo”. O irmão seg
Mariana Cabral: “Nenhum feed das redes sociais é real. A curadoria do otimismo e do positivismo infinito não são reais. Nas minhas redes procuro um bocadinho mais de realidade. Se nas nossas redes só temos feeds bonitos e florescentes é mais rápido acharmos que só nós é que estamos errados, sozinhos e numa bolha escura”
Nasceu em dezembro de 1986, em Lisboa. Viveu, cresceu e estudou no Restelo - e apanhou "de vez em quando autocarros para outros sítios". A mãe é tradutora de alemão, inglês e francês, o pai era engenheiro naval - não herdou o gosto por nenhuma destas áreas. É a mais nova de 4 irmãos e a única humorista da família. Mariana Cabral cresceu sempre angustiada com a possibilidade de viver de uma profiss
Daniel Oliveira: “Quando és exposto a adversidades tão cedo ganhas capacidade de relativizar outro tipo de problemas; a pressão que vivo é um privilégio”
Nasceu em janeiro de 1981 em Alcântara, Lisboa. A infância foi dura e os avós e a tia foram as peças de xadrez fundamentais no crescimento de uma criança que viu e viveu muita coisa. “Muito cedo aprendi que a pressão verdadeiramente difícil é a de querer salvar ou proteger alguém que amamos e não conseguir”. O jornal que criou aos 13 anos ajudou-o a “detalhar e escrever aquilo que sentia”. Entrou
Joana Marques: “Nada do que faço tem a ver com coragem. Quero acreditar que as pessoas são sempre muito mais agressivas e violentas na Internet; nunca tem uma transposição para a vida real e espero que continue a não ter”
Em criança levava-se muito a sério, mas cedo aprendeu que quanto mais se enervava mais o irmão gozava com ela. Nasceu em Lisboa e a infância foi passada entre a casa dos avós, no Restelo, e a casa onde vivia com os pais e o irmão, em Linda-a-Velha. Adolescente um pouco rebelde, mas talvez por culpa da tamanha disciplina que tinha em casa. “Ficava meses de castigo” e não esquece um deles: “Para apr
Matilde Campilho: “Em Portugal, viver da escrita de ficção é muito difícil, eu não consigo. Escrevo crónicas para jornais, guiões de programas de rádio e faço traduções. Passo os meus dias em frente aos livros”
"As redes sociais apropriaram-se da narrativa e dos amigos. Hoje chamam-lhes seguidores. Fazes a tua própria narrativa, tens os teus seguidores e podes passar a tua história sempre, ou quase sempre, contigo ao centro". Matilde Campilho é muito crítica do universo digital e sente-se assustada com o advento da Inteligência Artificial. A escritora nasceu em Lisboa, mas passou grande parte da infância
Daniela Ruah: “Tornei-me uma figura pública aos 16 anos, depois dos Jardins Proibidos, e nunca me deslumbrei. Nos EUA a fama já fazia parte do dia-a-dia”
Nasceu em Boston, mas foi em Portuga que viveu a infância e adolescência. Filha de pais médicos, mas “criativos”, sabia desde pequena que ia ser atriz. A entrada na novela de sucesso 'Jardins Proibidos' foi o ponto de partida. Em 2007, regressou aos Estados Unidos - "não porque Portugal fosse demasiado pequeno, mas porque fazia sentido" - dois anos depois começou a longa viagem, de 14 anos, como K
António Leitão Amaro: “A política entra em conflito com família e com o amor; pede dedicação, horas inaceitáveis, exige imenso de quem é marido ou mulher de um político”
Cresceu e viveu no Caramulo até decidir estudar Direito em Lisboa. "Sempre soube que nunca seria advogado" e a paixão pela política estava lá desde pequeno. A mãe foi vereadora na câmara de Tondela e em criança já corria as caravanas e comícios do PSD de bandeira na mão. Depois do mestrado nos EUA regressou a Portugal e entrou ativamente na vida política. Leitão Amaro foi deputado, secretário de E
António Miguel: “Nasci no ano em que Portugal entrou na CEE, sou da geração do sonho europeu, a geração Erasmus, a primeira geração qualificada que mais emigrou. Cresci com o Maradona, o Ayrton Senna, a última volta da Fernanda Ribeiro, e sei que a nossa geração tem a capacidade de mudar a narrativa”
“Se nós não alterarmos a forma como as grandes empresas trabalham, em prol da sociedade e do planeta, não vamos durar o tempo que gostaríamos de durar. Temos de mudar o paradigma”. O apelo é do diretor executivo da Maze, uma organização de investimento de impacto, que fundou há dez anos. “A Maze tem uma missão muito clara pela qual acordo todos os dias: mostrar que investir em impacto social e amb
Afonso Pimentel: “Os homens da nossa geração são mais angustiados, são os primeiros com o peso às costas de sermos um grande pai, um grande marido, um grande amante e um grande amigo, tudo na mesma pessoa”
Nasceu em Lisboa e viveu no Príncipe Real até aos 10 anos. Sempre foi um miúdo rebelde, mas também muito mimado pelos pais. A mudança de casa e de escola para a Amadora foi um “choque”. O gosto pelas câmaras e a fotografia acompanham-no desde pequeno e a culpa foi do tio fotojornalista, com quem passava horas a revelar fotografias. Começou a carreira cedo, aos 14 anos, e de jovem promessa rapidame
Inês Lopes Gonçalves: “Hoje ninguém se aborrece, porque temos telemóveis e estamos num scroll infinito. Tentar entreter os meus filhos é uma luta diária, porque já nem eu sei estar sem fazer nada”
Nasceu em 1981, em Lisboa. Em criança, o verão era sempre passado na casa dos avós maternos, em Braga. Para a avó era importante “saber fazer coisas com as mãos” e foi com ela que aprendeu a cozinhar e a bordar. Na casa dos avós “apanhava secas monumentais”, conta, e para se entreter lia os livros e revistas de medicina que chegavam para o avô médico. Aos 11 anos já queria ser jornalista e foi por
Alexandre Meireles: “Os meus pais achavam que trabalhar num grande grupo era uma garantia de segurança, mas agora já não é assim. Os jovens também emigram porque não se sentem importantes dentro das empresas”
Deixou Amarante aos 18 anos para estudar Engenharia Electrotécnica no Porto. Viveu em Nova Iorque, onde serviu às mesas no restaurante do tio José. Dos Estados Unidos trouxe o conceito dos mini hambúrgueres, mas o negócio “não correu bem” e virou-se para o Poke havaiano. Hoje dirige as clínicas da mãe, dedicadas à saúde mental, e é presidente da ANJE. “Ainda há um estigma sobre as falências em Por
Diana Chaves: “Se eu pudesse voltar atrás diria à menina que eu fui e que perdeu a mãe muito cedo para não perder a esperança, porque ainda iria ser muito feliz”
Nasceu em julho de 1981. Não chegou longe na natação, mas em 2005 entrou como peixe na água na televisão e hoje apresenta o programa Casa Feliz. Cresceu em Miraflores, perto das piscinas do Dafundo, onde nadou até aos 23 anos. No início dos anos 90, perdeu a mãe e o pai passou a ser o único homem entre as três filhas. O trauma traduziu-se num “blackout gigante”, em que não se lembra de alguns mome
Pedro Delgado Alves: “A ideia de que ser titular de um cargo político é algo negativo, é bastante penalizador reputacionalmente”
Pedro Delgado Alves nasceu em Lisboa em 1980. Aluno brilhante, que mais tarde se tornou docente universitário, foi a partir de 2006 que concretizou o chamamento para a política, no PS, tendo exercido desde então diversos cargos de liderança dentro do aparelho partidário, a nível autárquico e como deputado. É um dos últimos resistentes do grupo de jovens turcos do Partido Socialista e é comentador
Carminho: “A determinação de Cristiano Ronaldo inspira-me. A geração de 80 é uma geração de pessoas muito trabalhadoras e que, com pouco, sempre fizeram muito”
Carmo Rebelo de Andrade nasceu em agosto de 1984 em Lisboa, mas viveu até aos 12 anos na pequena aldeia algarvia de Paderne. É filha da fadista Teresa Siqueira e o fado estava traçado desde o dia em que nasceu. O pai deixou a engenharia civil para cumprir o sonho da mãe: abrir uma casa de fados na capital. O primeiro cachê que recebeu foi a piscina da Barbie e o primeiro palco a que subiu foi o do
Bruno Nogueira: “A fragilidade com que as pessoas mais novas lidam com o mundo faz com que o mundo seja um sítio impossível de viver”
Nasceu em janeiro de 1982, usava o cabelo cortado à tigela e “nada” o fazia destacar-se das outras pessoas, a não ser o humor. Bruno Nogueira considera-se um amigo "chato" e um pai presente, que pede às filhas a "lista de palavrões" que sabem. "As minhas filhas mais velhas ouvem o meu podcast, mas tento não pensar nisso porque há expressões que podem causar danos". Aceitou conversar com o filho do











