
Retratos de Abril
Retratos de Abril é um podcast especial do Expresso que assinala os 50 anos do 25 de Abril. Ao longo de 25 episódios, revisita os sons e o ambiente da época e dá voz a militares, políticos e membros da sociedade civil que se opuseram ao Estado Novo e lutaram pela liberdade. A série cruza generais e capitães, líderes políticos, escritores, poetas, advogados, médicos e professores universitários. Os episódios são escritos por Lourenço Pereira Coutinho e narrados por Teresa Amaro Ribeiro, com música original e sonoplastia de João Luís Amorim. É realizado em parceria com a Hyundai.
Episódios

Introdução
Retratos de Abril é uma viagem até ao tempo em redor do 25 de Abril. À escuta dos sons da época, tenta fixar aquele tempo histórico. Encontra militares e políticos mas, também, a sociedade civil que se opôs ao Estado Novo e lutou pela liberdade. Dos generais e capitães aos líderes políticos; de escritores e poetas a advogados, médicos e professores universitários. Retratos de Abril revela uma soci

Fernando José Salgueiro Maia (1944-1992)
Fernando Salgueiro Maia foi a primeira cara do 25 de Abril. Foi ele quem venceu a fraca resistência do regime ditatorial, no Terreiro do Paço, e foi ele quem cercou o quartel do Carmo, onde estava Marcelo Caetano. Tudo sem provocar vítimas, como era sua prioridade. Quem foi este homem que sempre sonhou ser oficial do Exército, combateu em África, deu a cara pela revolução no terreno e, depois do 2

Maria de Lurdes Ruivo da Silva de Matos Pintasilgo (1930-2004)
Maria de Lourdes Pintasilgo foi uma percursora. Foi a primeira mulher a ser ministra em Portugal e, mais tarde, chegou a ser primeira-ministra e candidata presidencial. Católica progressista, defensora dos mais desfavorecidos, teve nas políticas sociais e culturais o centro da sua intervenção política. Para uns foi apenas uma idealista, para outros era uma humanista focada no essencial: as pessoas

Adelino Hermitério da Palma Carlos (1905-1992)
A 25 de abril de 1974, Adelino da Palma Carlos era já um conhecido professor universitário e advogado que defendera vários opositores do regime ditatorial. No entanto, poucos apostariam nele como futuro primeiro ministro do governo provisório. Descubra a biografia desta figura esquecida da história portuguesa neste episódio do podcast especial ‘Retratos de Abril’See omnystudio.com/listener for pri

Maria Teresa Horta, Maria Isabel Barreno e Maria Velho da Costa: As “três Marias”
Em 1972, Maria Teresa Horta, Maria Isabel Barreno e Maria Velho da Costa publicaram o livro “Novas cartas portuguesas”. As autoras ficaram conhecidas por “três Marias” e o livro foi muito falado sem, contudo, ser lido, pois foi apreendido pela censura três dias após a sua publicação. As autoras foram a julgamento em novembro de 1973, acusadas de atentado contra a moral pública mas viriam a ser ab

António de Spínola e Francisco da Costa Gomes
Em abril de 1974, António de Spínola e Francisco da Costa Gomes eram os generais mais prestigiados do exército português. Ambos viriam a ser figuras políticas centrais após o 25 de abril, primeiro na Junta de Salvação Nacional e depois como presidentes da República. Neste episódio do podcast ‘Retratos de Abril’, recordamos duas figuras emblemáticas dos primeiros anos da revolução.See omnystudio.co

Natália Correia (1923-1993)
Em março de 1970, a poeta Natália Correia foi condenada a pena de prisão suspensa pela publicação do livro “Antologia da Poesia Satírica e Erótica Portuguesa”. Chegou a pensar defender-se em verso, como o fez, anos mais tarde, em plena Assembleia da República, com o célebre poema que dedicou ao deputado do CDS João Morgado, quando este defendeu que “o ato sexual é para fazer filhos”. Natália Corre

Os partidos e os líderes partidários de Abril
6 de maio de 1974: Sá Carneiro, Magalhães Mota e Pinto Balsemão fundaram o PPD, Partido Popular Democrático, um dos primeiros a surgir depois do 25 de Abril. Já existiam o PCP, fundado em 1921, e o PS, sucessor da Ação Socialista Portuguesa, fundado em 1973. Pouco tempo depois, em julho, foi fundado o CDS: Centro Democrático e Social. Por circunstâncias várias, estes foram os quatro partidos estr

Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004)
Em 1964, “Livro Sexto”, de Sophia de Mello Breyner, recebeu o grande prémio de poesia da Sociedade Portuguesa de Escritores. Este foi um livro marcante na obra da poetisa, evidenciando o seu compromisso com a liberdade e a justiça social. Este episódio narra o percurso da poetisa que se opôs ao regime ditatorial e que um dia escreveu “Eu posso dizer que escrevo para transformar o mundo. Eu penso q

Os “Capitães de Abril”: Otelo Saraiva de Carvalho, Melo Antunes, Vítor Alves e Vasco Lourenço
Casa do Povo de Óbidos, 1 de dezembro de 1973. Cerca de 180 militares do quadro dos oficiais das Forças Armadas reuniram-se sob um pretexto trivial: fazer um magusto. Na verdade, esta foi uma importante reunião clandestina do então chamado “movimento dos capitães”. Em Óbidos, os oficiais presentes tomaram a decisão de avançar para um golpe de estado e elegeram uma comissão coordenadora do moviment

Francisco Sá Carneiro (1934-1980)
A 25 de janeiro de 1973, o deputado Francisco Sá Carneiro endereçou uma carta de renúncia ao presidente da Assembleia Nacional. Na carta, lembrou que fora eleito como independente e denunciou a obstrução sistemática a todas as suas iniciativas legislativas. Durante cerca de quatro anos, Sá Carneiro procurou em vão reformas que permitissem a liberdade de imprensa, o fim dos presos políticos e eleiç

Maria Lamas (1893-1983)
28 de abril de 1974, estúdios da RTP. Ainda espantada com o que o país vivera nos últimos dias, Maria Lamas mostrava-se esperançada numa nova vida, mais justa, sobretudo para as mulheres. Direitos iguais para as mulheres foi o combate de vida desta mulher singular, que divorciou-se duas vezes, numa época em que tal era estigma, foi das primeiras jornalistas profissionais, presidiu ao conselho naci

João Salgueiro e Rui Vilar: a SEDES
A 4 de dezembro de 1970, a SEDES, Associação para o Desenvolvimento Económico e Social, foi fundada como uma entidade independente do poder político e com o objectivo de refletir sobre os problemas do país e propor soluções para o seu desenvolvimento. Encarada com desconfiança pelo regime ditatorial, a SEDES revelou-se na plenitude em democracia. Os seus estudos têm dado contributos válidos em áre

José Afonso (1929-1987)
A 29 de março de 1974, o Coliseu dos Recreios encheu-se para assistir ao primeiro encontro da canção portuguesa. Estavam anunciados nomes como Carlos Paredes, Adriano Correia de Oliveira, Fernando Tordo e José Afonso, quase todos eles com músicas proibidas pela censura. No final, entoaram em conjunto “Grândola vila morena”, música de Zeca Afonso editada em 1971 e que escapou milagrosamente à censu

Helena Cidade Moura (1924-2012)
A 4 de outubro de 1965, um grupo de católicos oposicionistas publicou um manifesto a criticar o regime ditatorial, a guerra e a falta de liberdades cívicas. Helena Cidade Moura estava neste grupo, tal como esteve com a oposição nas eleições de 1969, apoiando a CDE. Para Helena Cidade Moura a prioridade era lutar pelas liberdades cívicas e pelo acesso de todos à educação e cultura. Já depois do 25

Miguel Torga (1907-1995)
Leiria, 2 de dezembro de 1939. O médico Adolfo Correia da Rocha foi preso no seu consultório pela PSP e enviado para Lisboa, para ser interrogado pela PVDE (antiga PIDE). Este médico era o poeta e escritor Miguel Torga. O motivo da prisão: a queixa de Nicolás Franco, embaixador de Espanha em Portugal a propósito do livro “A Criação do Mundo”, onde o escritor denunciou os horrores da guerra civil

Nuno Teotónio Pereira (1922-2016)
Lisboa, capela do Rato, 31 de dezembro de 1972. Centenas de pessoas concentraram-se em reflexão e protesto contra a continuação da guerra colonial: Nuno Teotónio Pereira, Fernando Pereira de Moura, e o estudante liceal Francisco Louçã, então com 16 anos, eram alguns dos participantes. A polícia cercou o local e, como ninguém arredou pé, entrou na capela e fez inúmeras prisões. Foi a quarta vez que

Jorge Sampaio (1939-2021)
Cidade Universitária de Lisboa, 10 de maio de 1962. Cerca de 90 estudantes estavam em greve de fome na Cantina da universidade após decretar luto académico em protesto contra a revogação da autonomia universitária e a suspensão do dia do estudante. O senado da Universidade deu então uma hora para que a cantina fosse evacuada. Caso contrário, o assunto passaria para as mãos da polícia. Os estudante

Ferreira de Castro (1898-1974)
José Ferreira de Castro nasceu no longínquo ano de 1898 e emigrou, como tantos outros, para o Brasil quando tinha 12 anos. Foi seringueiro, um duro trabalho, quase escravo, de extrair borracha por horas a fio sob um calor abrasador. A sua sorte foi saber ler, escrever e fazer contas. Autor de obras incontornáveis como “A Selva”, candidato ao Prémio Nobel, contestador do Estado Novo e jornalista: o

Otelo Saraiva de Carvalho (1936-2021)
Quartel da Pontinha, Regimento de engenharia 1, noite de 24 de abril de 1974. O posto de comando do Movimento das Forças Armadas aguardava com ansiedade que “Grândola vila Morena”, canção de José Afonso, tocasse no programa “Limite” da Rádio Renascença. Era a senha para o inicio da operação “derrube do regime”, planeada pelo major Otelo Saraiva de Carvalho. Oiça a biografia desta figura ímpar e po

Gonçalo Ribeiro Telles (1922-2020)
A 5 de junho de 1974, poucos dias depois de ter tomado posse como subsecretário de estado do ambiente, Gonçalo Ribeiro Telles deu uma entrevista ao jornalista da RTP Luís Filipe Costa e identificou os seus objectivos no governo: aposta no saneamento básico e na defesa dos solos agrícolas de exceção. Á época, eram poucos os que falavam de ecologia e o ambiente não era prioridade. Conheça a biografi

Álvaro Cunhal (1913-2005)
Passou grande parte da sua vida preso ou na clandestinidade e depois do 25 de Abril afirmou-se como uma figura de relevo na política portuguesa. Álvaro Cunhal era um homem de ideais, firme e convicto, que deixou uma marca muito profunda no país. Um homem do seu tempo para descobrir neste episódio do podcast Retratos de AbrilSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Maria Antónia Palla (1933)
A luta de Maria Antónia Palla vai além do jornalismo. Mulher de causas, bateu-se especialmente pela despenalização da interrupção voluntária da gravidez. Autora, escritora e feminista, oiça a sua história neste podcast especial Retratos de Abril.See omnystudio.com/listener for privacy information.

António Alçada Baptista (1927-2008)
A 29 de janeiro de 1963 saiu o primeiro número de uma revista que viria a marcar a década de 1960: chamava-se “O Tempo e o Modo” e era dirigida pelo escritor António Alçada Baptista, que assinava um dos artigos de fundo do número inaugural. Na sua secção “Artes e Letras”, a revista deu voz a escritores e artistas que, simultaneamente, não era alinhados com o regime ditatorial mas, também, não se r

Imprensa livre: Expresso, Diário de Lisboa e República
Fundado em janeiro de 1973, o jornal Expresso, de Francisco Pinto Balsemão, foi um dos jornais de referência que, à altura, tentava contornar a censura. Em 1973, os órgãos de comunicação independentes do poder político eram poucos, por isso a imprensa livre foi (e será sempre) um dos pilares das sociedades democráticas. Oiça este episódio do podcast especial Retratos de Abril dedicado à imprensa

Mário Soares (1924-2017)
Uma das figuras incontornáveis da democracia portuguesa, Mário Soares esteve em todos os momentos-chave da construção de um Portugal moderno e democrático. Assinou a adesão à CEE, foi primeiro-ministro e Presidente da República e deixou um legado incontornável. Oiça a sua biografia neste último episódio do podcast especial Retratos de AbrilSee omnystudio.com/listener for privacy information.

As Origens Intelectuais do 25 de Abril. Oiça aqui a apresentação do novo podcast do Expresso
Quais foram os livros que influenciaram o 25 de Abril? Como podemos interpretá-los e avaliar a sua relevância para o movimento revolucionário? Com base num ciclo de debates gravados na Biblioteca Nacional de Portugal, o Expresso apresenta um podcast especial de cinco episódios que o leva à descoberta das obras literárias que abriram caminho ao processo revo

As Origens Intelectuais do 25 de Abril: as Opções Políticas dos Livros que ajudaram a fazer a Revolução Portuguesa
Portugal conheceu, a partir da década de 1960, os grandes dilemas que vão anunciar a mudança política que desembocou no 25 de Abril de 1974: um acelerado processo de crescimento económico e de mudança social, marcado sobretudo pelo reforço dos laços com a então chamada Europa Ocidental; o desenvolvimento do colonialismo tardio e de Gu

As Origens Intelectuais do 25 de Abril (II): que papel desempenharam no 25 de Abril os livros africanos, franceses e ingleses sobre o colonialismo?
Depois do primeiro episódio em que ouvimos falar sobre livros portugueses que contribuíram para o processo revolucionário do 25 de Abril, vamos agora focar a nossa atenção na literatura anticolonial, cujos contornos são mais internacionais, mas mais difíceis de definir. A lista de livros a discutir começa pelas obras do jornalista Basil David

As Origens Intelectuais do 25 de Abril (III): a História e as Ciências Sociais foram uma arma contra o Estado Novo?
Neste episódio especial, gravado ao vivo na Biblioteca Nacional, exploramos as raízes intelectuais que moldaram a Revolução de 25 de Abril de 1974. Com a moderação de Victor Pereira, o debate reúne os ilustres convidados João Leal, Jorge Pedreira, Maria de Lurdes Rosa e Miriam Halpern Pereira para discutir as influências e inovaç

As Origens Intelectuais do 25 de Abril (IV): em que medida os poetas, escritores e dramaturgos portugueses ajudaram a produzir as sementes da revolução?
Neste quarto episódio sobre as origens intelectuais da Revolução Portuguesa foram escolhidas cinco obras do campo do teatro, da poesia e da ficção como maneira de interrogar a relação entre os livros e o 25 de Abril. A professora Ana Isabel Queiroz traz para a mesa as 'Terras do Demo', de Aquilino Ribeiro, e a investigadora Ana Margarida

As Origens Intelectuais do 25 de Abril (V): quais foram os livros ligados ao Jornalismo e ao Ensaísmo português que marcaram a Revolução?
No quinto e último episódio, abrimos a porta à discussão de obras marcantes no campo do jornalismo e do ensaísmo. Exploramos livros que foram amplamente lidos e reeditados rapidamente, como "Sociedades e Grupos em Portugal" (1973) de Maria Belmira Martins e "Investimentos estrangeiros em Portugal" (1973) de Luís Salgado de Matos. Discutimos também o











